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	<title>Claviceps Purpurea &#187; Noticias</title>
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	<description>Blog destinado a discussão da dietilamida do ácido lisérgico (LSD)</description>
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		<title>Claviceps Purpurea &#187; Noticias</title>
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		<title>O êxtase através da dança trance</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 14:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um texto muito interessante que axei lendo pela internet, não fala diretamente do LSD em sí, mas sim da expansão que encontramos quando usamos ele, enfim, é um bom texto.
O êxtase através da dança trance &#8211; Entrevista feita por Roosevelt Soares · Niterói (RJ)
Em uma entrevista realizada com um curador e músico de quarenta e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=30&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um texto muito interessante que axei lendo pela internet, não fala diretamente do LSD em sí, mas sim da expansão que encontramos quando usamos ele, enfim, é um bom texto.</p>
<p><strong>O êxtase através da dança trance &#8211; Entrevista feita por </strong><span class="txt11 cinza2"><a class="azul1" href="http://www.overmundo.com.br/perfis/roosevelt-soares">Roosevelt Soares</a> · Niterói (RJ)</span></p>
<p>Em uma entrevista realizada com um curador e músico de quarenta e três anos, que desenvolveu uma oficina de música instrumental no Festival Trancendence, suas colocações foram bastante pertinentes:</p>
<p>&#8220;Vou falar um pouco da minha experiência com o trance: o contato com os festivais trouxe muitas experiências novas. No início, eu tive uma dificuldade, porque eu não tinha assim uma experiência com essas festas, mas eu danço, e o êxtase da dança é sagrado para mim. Então, eu aprendi a ter a experiência da entrega com a dança. E percebi que a única coisa que você pode fazer é se entregar, pois não adianta tentar entender a experiência. E foi surgindo um aprendizado, fui aprendendo coisas que realmente foram novas para mim, adentrando em um espaço muito desconhecido e lindo.</p>
<p>Minha vida começou com a meditação do Buda. A prática da meditação faz você dar um salto de quilômetros no sentido contrário ao estado negativo em que o mundo vive. Hoje com vinte anos de meditação, tenho clareza que através do trance eu comecei a perceber uma outra coisa nesse planeta que eu não tinha percebido. O trance é uma coisa muito colorida, é como estar num jardim, está tudo florido (risos), tem passarinho, tem rio, tem montanhas, tem cachoeira, tem gente dançando, tem arte, tem todas as cores, tem música&#8230;.é bonito, é fascinante. Então, eu comecei a perceber no meio das cidades, do deserto, um jardim colorido. É como quando a criança fala: &#8220;quero ir ao parque de diversão&#8221;, sabe, aquilo é uma coisa fascinante e estimulante, é um chamado sem palavras.</p>
<p>Na verdade não é um convite do Trance. É um convite das pessoas do mundo que sabem que as linhas do mapa não separam o Planeta em várias partes. Porque é justamente essa sensação que existe. Você tem pessoas do mundo inteiro juntas, dançando, felizes, trocando idéias e querendo que o Planeta se torne a coisa mais linda do mundo. Pessoas fortes, que sabem o que estão dizendo. São em sua maioria pessoas que estudam, muitos xamãs, muitos curadores. Então, o fenômeno trance é um fenômeno da energia do AMOR. Porque não é como você abrir um jornal ou revista, mesmo que você pegue num folder de divulgação que te indique como chegar até lá, o que está disponível é uma CELEBRAÇÃO.</p>
<p>E nessa celebração, a música trance traz algo muito interessante: quando você se entrega à música e dança, você entra realmente no êxtase, naquilo que você vai além do mundo físico, do mental, do emocional, e atinge o espiritual. Você vai atravessando internamente a sua experiência. Passa por dentro da sua experiência de estar vivendo, de estar VIVO! E às vezes o DJ quebra e muda completamente o som&#8230;.para e a música entra em uma direção completamente diferente, e isso traz agente para o momento presente, traz de volta. Então, o trance acrescentou aquilo que tava faltando na música, no minimalismo para mim. Que é você lembrar que o transe é uma experiência que acorda muitas sensações da nossa infância, do nosso passado, às vezes experiências dolorosas que tentamos esquecer. Então, o Trance nos lembra que agente pode usar isso a nosso favor para nossa própria autocura. Então é aí que pode estar também o perigo. Você pode ficar muito aberto, expor as feridas para fora, às vezes não saber como trabalhar e lidar com aquilo. Por isso a união grupal é tão importante, pois serve como um suporte para as experiências.</p>
<p>Mas, dentro dos festivais agora da maneira como estão acontecendo, estão abrindo espaço para a meditação, porque o movimento sonoro precisa de um descanso. E eu acho que é fascinante, o fato dos festivais proporcionarem esse espaço. E também o fato da própria música ter suas paradas e trazer a pessoa para o momento presente, para a consciência, esse momento é muito importante. É fundamental o espaço de relaxamento, porque se você move, move, move a energia do seu corpo, e não senta em silêncio para integrar essas experiências, fica tudo misturado, sem clareza. É como a água do rio estar suja porque você atravessou o rio, daí a pouco a água assenta de novo no fundo e a água fica clara de novo. E é a mesma coisa com nosso sistema de bioenergia, você cria uma carga de energia, move, faz circular, e depois é necessário o não-movimento, para que assente tudo no fundo e a clareza venha.</p>
<p>Na última festa eu ganhei um ecstasy, e fui iniciada por uma amiga, foi uma experiência maravilhosa que no entanto já conhecia através da meditação. O uso dessas substâncias associado à música e à dança, fazem você entrar direto em uma experiência sem precisar esperar anos para conseguir entrar. Essas substâncias fazem abrir uma janela enorme para que você veja o céu, mas você pode atingi-lo sem as mesmas, pois possuímos nossos próprios recursos internos para isso, como por exemplo a dança, a meditação dinâmica, que possibilita a pessoa a se limpar, a entrar em uma experiência de êxtase com a respiração e o movimento, sem usar nenhum artifício, as pessoas podem descobrir que tem em mãos uma ferramenta incrível, a própria consciência, que é infinita, e como se mover na direção da consciência.</p>
<p>O trance ajuda a romper barreiras da própria consciência. Nos festivais existem pessoas que também estão interessadas em investir na velha maneira de viver. É aquela polícia que estava colocando a arma na cabeça das pessoas porque elas estavam fumando um &#8216;baseado&#8217;, ou alguns traficantes que levam um monte de drogas para vender e vender e vender, ou mesmo os jovens inconscientes que estão lá apenas repetindo padrões de consumo associados à busca de prazer. Mas existem também as outras pessoas, que já tem a transparência com essa experiência de êxtase, e estão conectadas internamente com o Amor de Deus. Essas pessoas já têm a abertura com o Universo, de reconhecer esse fenômeno como uma coisa que não existe alguém que tenha que autorizar ou não autorizar para que aconteça. Mas no mundo as coisas estão ficando de uma forma diferente, as pessoas buscam cada vez mais o controle e o poder. Então, assim como existe essa força que vai crescendo para levar para o inconsciente e massificar mais uma vez alguma coisa, existem as pessoas que estão se descobrindo, e reconhecendo sua missão nesse Planeta, como você, que com essa pesquisa vai clareando o caminho, e tirando esse fenômeno da escuridão, pois à medida que você fala abertamente sobre isso, o fenômeno vai ganhando luz, torna-se iluminado! É impressionante, porque somos nós mesmos, o próprio inconsciente coletivo que cria a escuridão e a sombra. Se observarmos, cada dia é um dia completamente novo quando você pede licença a sua mente repetitiva e habituada a padrões e se permite renascer a cada dia. E é essa a experiência que o êxtase traz, nos dissolve em um Universo enorme que está completamente disponível para gente, a Todo momento.&#8221;</p>
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		<title>A Emergência do Paradigma Holístico e as Ciências Holísticas</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 19:33:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[A Emergência do Paradigma Holístico e as Ciências Holísticas
Na três primeiras décadas do século XX, surgiram duas grandes revoluções dentro do saber científico que acabariam por conduzir na segunda metade do século, a uma paradoxal mudança de paradigma: a física relativística e a física quântica, que modificaram completamente nossa maneira científica de compreender o universo. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=24&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h4 style="text-align:center;">A Emergência do Paradigma Holístico e as Ciências Holísticas</h4>
<p>Na três primeiras décadas do século XX, surgiram duas grandes revoluções dentro do saber científico que acabariam por conduzir na segunda metade do século, a uma paradoxal mudança de paradigma: a física relativística e a física quântica, que modificaram completamente nossa maneira científica de compreender o universo. Foi uma revolução dentro da revolução científica.</p>
<p>Em 1905, Albert Einstein desenvolveu a Teoria Especial da Relatividade, complementada em 1915 com a Teoria Geral da Relatividade, a qual demonstra que espaço e tempo formam um continuum inseparável, e que energia e matéria são intercambiàveis por meio da fórmula E=mc2, o que permitiu o desenvolvimento da energia nuclear.</p>
<p>Com o advento da Teoria Quântica, criada por Max Planck em 1900, e comprovada pela Mecânica Quântica na década de 30, com os trabalhos de Bohr, Schrodinger, Heinsenberg, Einstein, Pauli, Dirac, De Broglie, Oppenheimer, e Born, entre outros,  e seus desenvolvimentos posteriores, mudamos de uma concepção dualista, reducionista e mecanicista da natureza para um retorno a uma  &#8220;nova&#8221; cosmovisão holística em que mente e corpo, homem e universo, enfim, a Vida e o Cosmos, são concebidos como uma vasta unidade psicofísica, interrelacionando-se por meio de conexões quânticas não-locais, que permitem comunicação e influência instantânea entre os vários processos do universo.</p>
<p><strong>Vida é conexão: Transdisciplinaridade e Ciências Holísticas</strong></p>
<p>Não há idéia ou sistema de pensamento, por mais antigo ou aparentemente absurdo,      que não possa aumentar nossos conhecimentos. Dessa forma, sistemas espirituais      antigos e mitos aborígenes apenas parecem estranhos e sem sentido porque seu      conteúdo científico é desconhecido ou distorcido por antropólogos ou filólogos      não familiarizados com conhecimentos físicos, médicos e astronômicos mais      simples. Em ciência, a razão não pode ser universal e o irracional não pode      ser inteiramente excluído; não há uma única teoria interessante que concorde      com todos os fatos em seu domínio de abrangência: as teorias falham em reproduzir      certos resultados quantitativos e são surpreendentemente incompetentes em      qualidade. A ciência ocidental se aproxima de uma mudança paradigmática de      proporções inusitadas que modificará nossos conceitos de realidade e natureza      humana, fazendo uma ponte entre conhecimentos antigos e ciência moderna, reconciliando      dessa forma a espiritualidade oriental e o pragmatismo ocidental”</p>
<p>Stanislav Grof, psiquiatra e fundador da Psicologia Transpessoal</p>
<p>Estivemos assistindo, durante o século XX, ao florescimento dessa nova visão interconectada da Vida e do Cosmos  e ao nascimento de um saber transdisciplinar fundamentado em ciências como a Cibernética, a Teoria da Informação, a Física Quântica, a  Teoria do Caos,  a Termodinâmica dos Estados de Não-Equilíbrio, as Teorias Auto-Organizadoras, a Física Holográfica, as Ciências  da Computação, a Neurociência das redes neurais holográficas e da dinâmica cerebral quântica, a Psicologia Transpessoal, a Parapsicologia, a nova Física da Informação Quântica, entre outras, cujas interfaces   fundamentam uma revolucionária aliança entre ciências e saberes anteriormente não correlacionados, constituindo um novo campo unificado do conhecimento, uma visão de unidade na confusão da fragmentação acadêmica, que no seu conjunto constituem as Ciências Holísticas.</p>
<p>Por Ciências Holísticas entendemos o saber oriundo da interconexão e do diálogo transdisciplinar entre as próprias disciplinas científicas modernas entre si, bem como uma forma sistêmica de olhar o universo, a vida e a consciência . A interconexão destas disciplinas científicas com outras formas de saberes antigos e modernos,  do oriente e do ocidente, como as tradições espirituais, a mitologia, as artes e a filosofia, tal como preconizado na Declaração de Veneza da UNESCO, constelam com a fundamentação científica, a nosso ver, a nova cosmovisão denominada de Abordagem ou Paradigma Holístico geradora de novas perspectivas científicas, filosóficas, espirituais e artísticas. Esta nova interação transdisciplinar e holística das ciências modernas e da sabedoria antiga revelam uma conexão cósmica entre o ser humano e o universo que nos conduz à uma Ética de Reverência pela Vida e à uma Consciência Planetária, capaz de gerar uma atitude natural de preservação da vida e  de construção de uma Cultura de Paz.</p>
<p><span class="texto-homep"> &#8211; Francisco Di Biase e Mário Sérgio Rocha</span></p>
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		<title>Psicoterapia do LSD &#8211; Por Francisco Di Biase</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 14:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Psicoterapia com LSD
Fenômenos espirituais, transpessoais e paranormais, feitiçaria, a mente influenciando a matéria, o ser humano, sua saúde e suas condições existenciais&#8230; Porque cientistas de renome como William Crookes, Charles Richet, J. B. Rhine, Carl G. Jung, e mais recentemente Stanislav Grof, Walter Pankhe, Pierre Weil, Jean Yves Leloup, Dean Radin, Charles Tart, Lawrence LeShan, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=23&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h1 style="text-align:center;">Psicoterapia com LSD</h1>
<p class="textohome-ar">F<em>enômenos espirituais, transpessoais e paranormais, feitiçaria, a mente influenciando a matéria, o ser humano, sua saúde e suas condições existenciais&#8230; Porque cientistas de renome como William Crookes, Charles Richet, J. B. Rhine, Carl G. Jung, e mais recentemente Stanislav Grof, Walter Pankhe, Pierre Weil, Jean Yves Leloup, Dean Radin, Charles Tart, Lawrence LeShan, Robert Jahn, Brenda J. Dunne, Timothy Leary, Ralph Metzner, Ram Dass, Stanley Krippner, Karl Pribram, Rupert Sheldrake, Amit Goswami, Russel Targ, Harold Puthoff e outros dedicaram ou dedicam sua vida, à investigação da consciência e destes assuntos ? Sempre houve em todas as culturas e tradições, pessoas que consideravam estes temas de importância vital para uma compreensão mais apurada da realidade, o mesmo ocorrendo em nossa avançada e científica civilização tecnológica. Porém, se nos guiarmos pelo modelo cultural acadêmico, pelo paradigma oficial de nossa civilização científica, veremos que fenômenos como o poder da oração e da meditação, telepatia, premonição, influências da mente sobre a matéria, entre outros, seriam considerados como impossíveis de ocorrer. Segundo a visão científica cartesiano-newtoniana que domina nossas universidades e instituições científicas, e pela perspectiva da psicologia, psiquiatria, neurologia, neurociências, biologia e física acadêmicas, nossa mente não pode agir além do cérebro, e influenciar diretamente objetos e pessoas, encontrando-se limitada por rígidos padrões de tempo e espaço. Ou seja, nossa mente seria uma mente aprisionada no cérebro. Uma mente local. Mente local e mente não-local Para que a mente possa influenciar diretamente a matéria, as situações à nossa volta, e a vida, é necessário que ela seja capaz de transcender as fronteiras espaço-temporais do cérebro, ultrapassando os limites da localidade, conforme entendido na visão cartesiana-newtoniana da física clássica. Para isto necessita ser uma mente não-local, que vá além do cérebro e dos limites da pessoa, ou seja, uma mente transpessoal, uma consciência holística com a capacidade de ultrapassar nossos limites pessoais, interagindo continuamente com todo o universo à sua volta. O princípio da não-localidade, que é o modo não-local de funcionamento do universo, por íncrível que pareça, já faz parte da ciência desde 1982, quando o físico francês Alain Aspect e colaboradores comprovaram experimentalmente a existência dessas ações não-locais. Mais recentemente, em julho de 1997, Nicholas Gisin e colaboradores comprovaram a existência das ações não-locais, quântico informacionais, em nível macroscópico. A não-localidade, característica dos fenômenos subatômicos da física quântica, permite que, por exemplo, dois elétrons, mesmo separados por uma distância astronômica, possam influenciar-se mutuamente, de forma instantânea, não-local. Uma consciência transpessoal, com esta qualidade de não-localidade, ou seja, com o poder de influenciar a mente e a matéria instantâneamente, em qualquer tempo ou espaço do universo, manifestaria de modo natural, fenômenos transpessoais como oração intercessória, telepatia, psicocinese, pré-cognição, paranormalidade, e cura à distância, entre outros. Ciência, parapsicologia e fenômenos espirituais &#8220;No entanto, para grande parte da comunidade científica acadêmica, admitir que a consciência possui uma natureza capaz de atuar tanto no modo local, mecanicista ( cosmovisão newtoniana ) como no modo não local, sistêmico ( cosmovisão holística ), seria uma heresia, um assunto com o qual não se deve desperdiçar o precioso tempo da investigação científica, nem os recursos que a financiam. É da essência do método científico não admitir em seu arcabouço a existência de preconceitos. É da própria natureza e definição do método científico estar aberto para investigar qualquer evento sem julgamentos a priori, por mais insólito que pareça ser. Embora seja da natureza dos cientistas, humanos que são, contrariando a ciência, fecharem-se em dogmas e círculos de poder, que atrasam o avanço da ciência e impedem o livre debate científico. Para a verdadeira ciência, qualquer fenômeno é digno de investigação. Um cientista que se deixe dominar por preconceitos, ou se deixe envolver por interesses de grupo, financeiros, ideológicos ou corporativistas, ignorância, e jogos de poder está abandonando o terreno da ciência e se encastelando na torre de marfim do dogma, postura que conduz a uma visão acadêmica científica conservadora, se é que podemos chamá-la de científica, pois exclui dos meios oficiais da ciência e das universidades, as modernas descobertas e pesquisas científicas que negam aspectos fundamentais da visão de mundo cartesiana-newtoniana e fundamentam a nova perspectiva holística e transpessoal. Apesar da comprovada existência de imensos preconceitos, e interesses os mais diversos, fortemente atuantes nos bastidores dos meios científicos e acadêmicos em todo o mundo, muitos pesquisadores vêm conseguindo se aprofundar no estudo da natureza da consciência, e na investigação dos fenômenos parasicológicos, transpessoais e espirituais. Os milhares de experimentos científicos laboratoriais e de campo, e os milhares de relatos psicoterapêuticos consistentes e convergentes, realizados por pesquisadores de notória e indiscutível capacidade e honestidade, vêm demonstrando exaustivamente que a natureza da consciência é simultaneamente local e não-local, e que a existência de fenômenos paranormais, espirituais e transpessoais são uma consequência natural do modo de funcionamento não-local da mente. Tais dados, foram confirmados por pesquisadores independentes, nas áreas de medicina, psicologia, biologia, neurobiologia engenharia, física, ciências da computação, ciências cognitivas etc, estudando sujeitos submetidos a estados alterados de consciência ou não, utilizando métodos com tecnologia computadorizada de ponta como mapeamento cerebral, tomografia computadorizada funcional ou PET scan (pósitron emission tomography), ressonância nuclear magnética, SPECT(single photon emission computed tomography), geradores de numeros randômicos, e técnicas de relaxamento, oração, meditação, respiração holotrópica, hipnose, LSD-terapia, experiências próximas da morte, etc. Entre estes pesquisadores da consciência, citamos como relevantes: J. B. Rhine, psicólogo norte-americano, criador do termo parapsicologia em 1931, que estudou e comprovou estatisticamente em seu laboratório da Universidade de Duke, Carolina do Norte, EUA, a realidade dos fenômenos parapsicológicos e da percepção extra-sensorial, tais como a telepatia, pré-cognição e psicocinese; Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, que ajudou Sigmund Freud a desenvolver a Psicanálise e a comprovar a existência dos fenômenos inconascientes. Criador da escola de Psicologia Analítica e descobridor dos fenômenos relacionados ao inconsciente coletivo e à sincronicidade ( coincidências acausais significativas) ; Stanislav Grof, psiquiatra tcheco, um dos pais da Psicologia Transpessoal nos anos 60, pioneiro da psicoterapia com LSD e do estudo dos estados alterados de consciência; criador da terapia holotrópica, baseada em respiração acelerada, música evocativa e toques corporais; Karl Pribram, neurocientista, criador da teoria holonômica do funcionamento cerebral, teorizador das redes neurais holográficas. Ian Stevenson, psiquiatra norte-americano, autor do livro Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação, estudioso do fenômeno da memória extra-cerebral, evidenciado em crianças que afirmam já terem existido anteriormente; Charles Tart, psicólogo norte-americano, estudioso dos estados alterados de consciência e sua relação com a espiritualidade; Raymond Moody Jr., filósofo e médico norte-americano; Kenneth Ring, psicólogo norte-americano; David Sabom, médico cardiologista intensivista norte-americano; Melvin Powers, médico pediatra intensivista e Elizabeth Kluber-Ross, médica suíça, todos pesquisadores das experiências próximas da morte, fenômeno observado em pessoas que passaram por morte clínica comprovada e que quando ressuscitadas relatam experiências e comunicações extra-corpóreas e espirituais.  Brian Weiss, médico psiquiatra norte-americano, hipnólogo clínico, pesquisador de lembranças e traumas de vidas passadas; Rupert Sheldrake, Biólogo inglês, criador da teoria dos Campos Mórficos e da Ressonância Mórfica, estudioso dos fenômenos parapsicológicos. Harold Puthoff, físico norte-americano, Russel Targ, físico norte-americano e Jane Katra, médica e curadora espiritual norte-americana, pesquisadores dos fenômenos telessomáticos ( ação da mente sobre a matéria e sobre outros seres humanos), consciência não-local e cura espiritual. Robert Jahn, engenheiro aero-espacial norte-americano e Brenda J. Dunne, engenheira do Laboratório de Pesquisas de Anomalias em Engenharia de Princeton, pesquisadores da percepção pré-cognitiva remota e de capacidades paranormais. Dean Radin, psicólogo e parapsicólogo norte-americano, diretor do Laboratório de Pesquisas da Conciência da Universidade de Nevada, pesquisador da interação mente-matéria, da percepção através do tempo e à distância, e das interações mentais com organismos vivos. A enorme massa de descobertas e informações acumuladas por estes cientistas pioneiros, conduziram ao desenvolvimento de uma nova Parapsicologia, uma nova Psicologia e Medicina Transpessoais, uma nova concepção holográfica do funcionamento cerebral, e novos conceitos mais abrangentes de informação e dinâmica cerebral quântica. Estas novas ciências encontraram sólidos fundamentos para suas evidências, na Teoria dos Campos Quânticos, nas Teorias da Auto-Organização e do Caos, na Física Quântica, na Física Holográfica, e na recente Física da Informação Quântica, surgida na década de 90 do século XX, e, estão provocando a mais profunda e abrangente mudança de paradigma já ocorrida na história da ciência moderna: a ultrapassagem do antigo modelo mecanicista e reducionista de mente humana e de natureza, fundamentado no paradigma materialista cartesiano-newtoniano, por um modelo quântico-informacional holográfico de mente e de universo, muito mais abrangente que fundamenta o paradigma holístico. Experimentos científicos que fundamentam a Psicologia Transpessoal &#8220;A contribuição mais importante da psicologia transpessoal para a ciência e a psicologia é o conceito de que nossa mente, além de possuir um funcionamento local, egóico, como já afirmavam a psicanálise, a psicologia comportamental e a psicologia humanista, também possui um modo de funcionamento não-local, que transcende o cérebro, o ego e as usuais fronteiras do tempo e do espaço. O conceito de mente não-local da Psicologia Transpessoal é amplamente fundamentado pela física quântica, como já vimos acima, e por milhares de experimentos clínicos, tais como os realizados por Stanislav Grof e por centenas de experimentos laboratoriais, tal como os realizados pelos cientistas Dr. Jacobo Grinberg-Zylberbaun, Dr. Nitamo Federico Montecucco e o Dr. Dean Radin. Abaixo, descrevemos algumas destas experiêcias científicas recentes, acerca da comprovação da existência da mente não-local e seu poder transformador, que já se tornaram clássicas, fundamentando a Psicologia Transpessoal e a Parapsicologia.  Comprovando em laboratório a existência da mente não-local &#8220;Ano: 1992 Local: Universidade Nacional do México O Dr. Jacobo Grinberg-Zylberbaun está realizando mais um dentre os cinquenta experimentos já desenvolvidos nos últimos 5 anos por sua equipe, onde busca verificar a possibilidade da mente de uma pessoa atuar de forma não-local sobre o cérebro de outra à distância. Neste estudo, duas pessoas foram colocadas inicialmente, no interior de uma sala à prova de sons e radiações eletromagnéticas , conhecida como  gaiola de Faraday , ficando desta forma, totalmente isolados de qualquer influência energética externa conhecida. Os participantes foram então orientados a meditar juntos ( prática padronizada cientificamente de meditação transcendental &#8211; MT) durante vinte minutos, a fim de criarem um elo psico-emocional profundo entre eles. Este procedimento também é importante para que as ondas cerebrais dos dois participantes entrem em sincronia, ou seja, tornem-se semelhantes. Após este período, foram separados e transferidos para diferentes  gaiolas de Faraday , e submetidos a eletroencefalogramas contínuos, que registraram suas atividades elétricas cerebrais. O primeiro sujeito recebeu cerca de cem estímulos entre luminosos( flashes de luz), sonoros e choques elétricos curtos e intensos, mas não dolorosos, nos dedos indicador e anular da mão direita. Tais estímulos foram aplicados ao acaso, de tal forma que nem o sujeito estimulado, nem o experimentador sabiam quando seriam aplicados. O segundo sujeito não foi submetido a nenhum estímulo, permanecendo relaxado, com os olhos fechados e instruído para sentir a presença do primeiro sujeito da experiência, não tendo nenhuma noção de que seu companheiro estava sendo estimulado. Os eletroencefalogramas de ambos posteriormente foram sincronizados, comparados e estudados e destes dados surgiram fatos estarrecedores, incapazes de se enquadrarem no modelo científico acadêmico ortodoxo. Assim vejamos: Quando o primeiro sujeito era estimulado, seu eletroencefalograma registrava um potencial elétrico, que é denominado potencial evocado. Contrariamente ao que se poderia esperar, o eletroencefalograma do segundo sujeito, não estimulado e isolado de toda e qualquer influência energética externa conhecida, ao mesmo tempo registrava os mesmos potenciais elétricos evocados detectados no primeiro sujeito, como se ele próprio estivesse sendo estimulado ! De alguma forma desconhecida pela ciência, estes potenciais evocados foram transferidos do primeiro sujeito para o segundo, consistentemente, em 25 % dos mais de cinquenta experimentos realizados sobre a existência da mente não-local, principal arcabouço teórico-experimental da psicologia transpessoal. Experiências científicas paralelas, realizadas como controle, com o intuito de se excluir a possibilidade de quaisquer tipos de erros ou interferências indevidas, não demonstraram a presença de potenciais transferidos. Nestes experimentos-controle ou o primeiro sujeito não era estimulado, ou uma tela o impedia de perceber estímulos tais como os flashes de luz, ou ainda, os sujeitos não interagiam previamente, não meditando em conjunto. Um exemplo particularmente interessante de potencial transferido, foi o de um casal que se encontrava profundamente apaixonado, no qual os padrões eletroencefalográficos permaneceram estreitamente sincronizados, confirmando o seu relato de sentimento de uma profunda unidade, demonstrando experimentalmente que o amor é capaz de superar quaisquer barreiras e sincronizar as mentes apaixonadas.  Este experimento sobre o funcionamento não-local, transpessoal, da mente humana, realizado por Grinberg-Zylberbaum (Jacobo Grinberg-Zylberbaun, M. Delaflor. M. E. Sanchez-Arellano, M.A. Guevara, and M. Perez,  Human communication and the electrophysiological activity of the brain , Subtle Energies, vol. 3 , 3, 1993) tem sido replicado com sucesso em centenas de experiências similares nos últimos anos.  Meditação no laboratório: da mente local para a mente não-local &#8220;A equipe do Dr. Nitamo Federico Montecucco, do Cyber Ricerche Olistiche, de Milão, uma organização italiana dedicada à pesquisa do desenvolvimento do potencial humano e da consciência planetária, foi mais um dos grupos de pesquisa que confirmou a veracidade científica da existência da mente não-local e dos fenômenos estudados pela Psicologia Transpessoal. No trabalho The Unity of Consciousness, Sinchronization, and the Collective Dimension (publicado na revista World Futures, 1997, vol. 48, pp. 141-150), através de um processo de mapeamento cerebral computadorizado chamado  brain holotester , capaz de medir o grau de sincronização das ondas cerebrais entre os hemisférios esquerdos e os hemisférios direitos de várias pessoas conjuntamente. Numa das experiências ( pag. 149), realizada no outono de 1994 para se avaliar a sincronização cerebral coletiva,  confirmou-se a existência de um aumento da sincronização entre os cérebros de doze pessoas durante a meditação. Neste caso, os valores de sincronização foram acima de 50 %. Isto demonstra que os cérebros humanos estão em comunicação não-local entre si, e que a autoconsciência e a empatia são instrumentos psicológicos transpessoais capazes de sincronizá-los através da não-localidade. Estes dados podem ajudar a entender as bases científicas dos sentimentos de unidade, cooperação e relacionamentos entre pessoas, grupos de trabalho, culturas e raças . Isto demonstra de forma significativa que pessoas que meditam em conjunto, especialmente se ligadas emocionalmente, são capazes de se comunicar de modo não-local e se influenciar instantanea e mutuamente, sem que se possa perceber a existência de qualquer meio de ligação ou energia entre elas. Na página 148 do mesmo trabalho, o Dr. Montecucco cita pesquisa anterior, conduzida por ele e seus colaboradores, em 1990 e 1991, onde já havia detectado que durante a meditação, o estado de sincronização das ondas cerebrais alcança seus valores máximos, próximo à 100 por cento. Nesta pesquisa , envolvendo iogues e meditadores de diferentes monastérios do norte e do sudeste da Índia, demonstrou que  em estados de meditação profunda e estados de consciência elevada, as ondas cerebrais se tornam altamente sincronizadas e perfeitamente ordenadas, em uma onda harmônica única, como se todas as diferentes frequências de todos os neurônios dos vários centros cerebrais estivessem tocando a mesma sinfonia global . Esta condição foi denominada por eles de  Highly Synchronized Harmonic State , um estado harmônico de funcionamento cerebral, com um grau de sincronização muito elevado, que é típico de momentos de intensa criatividade, profundo bem-estar e intuição. Mente não-local e efeitos telessomáticos Um outro estudo clássico que demonstra a capacidade da mente de uma pessoa influenciar os processos corporais de outra foi realizado pelos Drs. William Braud e Marilyn Schlitz da Mind Science Foundation, em Santo Antonio, Texas( EUA). Em 1983, estes pesquisadores conseguiram demonstrar através de centenas de experimentos, que pessoas situadas à distância podem provocar em outras, por meio de imagens mentais ( visualizações),alterações em seu funcionamento corporal, medido através da atividade elétrica da pele, mesmo que estas não saibam o que está acontecendo. A mensuração da atividade elétrica da pele se altera na dependência do estado emocional em que se encontra o indivíduo. Quando está tenso, a resistência elétrica de sua pele torna-se pequena, quando relaxado torna-se alta.( Braud, W. and Schlitz, M.,  Psychokinetic influence on electrodermal activity , Journal of Parapsychology, vol. 47, 1983.) A investigação científica da possibilidade da mente humana influenciar de forma não-local uma pessoa à distância, tanto no espaço como no tempo, pode nos fornecer bases para uma explicação de fenômenos insólitos valorizados diariamente pela cultura popular, tais como  macumba ,  voodoo ,  magia negra ,  despachos ,  trabalhos , &#8220;quebrantos&#8221;, &#8220;encantamentos ,  mau-olhado ,  olho grande ,  bruxarias ,  maldições ,  feitiços ,  encostos ,  simpatias ,  rezas ,  passes ,  benzeção ,  curas espirituais e  magia branca entre outros. A ciência hoje denomina de  efeitos telessomáticos a capacidade da mente de uma pessoa influenciar á distância ( de forma não &#8211; local) o corpo de outra , de forma maligna ou benigna, alterando suas funções fisiológicas, tais como batimentos cardíacos, pressão arterial, respiração, resistência elétrica da pele, etc. Na antiguidade e ainda hoje, algumas culturas se utilizam de tal capacidade, por meio de práticas realizadas por pessoas iniciadas nesta sabedoria ancestral denominadas de xamãs, feiticeiros, pajés, curandeiros, pais de santo, rezadeiras, médiuns, etc.  Entre os indios americanos, descreve James Frazer em seu famoso estudo  The Golden Bough , estas práticas incluem desenhar a figura de uma pessoa em areia, cinzas ou argila e então espetá-la com um bastão fino ou realizar outra forma de agressão qualquer. Segundo esta tradição nativa, a pessoa-alvo representada pela imagem realmente é afetada e prejudicada por tal prática de magia. Nesta forma de magia, o alvo da influência não é uma pessoa mas sim uma imagem da mesma, tal como um boneco, uma foto, um desenho se possível incluindo objetos de uso pessoal como jóias, roupas, ou partes do corpo como cabelos, etc. Neste tipo de magia, a imagem que representa a pessoa é perfurada ou agredida durante o ritual, enquanto que simultaneamente a pessoa sente tal injúria em seu próprio corpo como um mal-estar, que pode se instalar lentamente ou de forma rápida, causando uma série de perturbações fisiológicas que vão desde a dor de cabeça até a morte súbita. O Dr. Walter B.Cannon, neurologista norte-americano, relata em seu clássico estudo  Voodoo Death ( Morte pelo Voodoo ), o testemunho do Dr. Herbert Basedow que presenciou um curandeiro de uma tribo aborígine da Austrália utilizar o processo tradicional de  apontar um osso para enfeitiçar uma vítima :  O homem que descobre que foi apontado por um osso fica , de fato, num estado lamentável. Fica aterrorizado, com os olhos fixos no feiticeiro que aponta para ele e com as mãos erguidas como se para evitar a substância letal que imagina está sendo derramada sobre seu corpo. Sua face empalidece, os olhos ficam vidrados e a expressão do rosto fica terrivelmente distorcida &#8230; ele tenta gritar, mas em geral o som sufoca na garganta e tudo o que se vê é uma espuma saindo pela boca. O corpo começa a tremer e os músculos contorcem-se involuntáriamente ele vacila e cai no chão e depois de curto espaço de tempo parece ser acometido por uma síncope; mas logo depois se contorce como se em mortal agonia e, cobrindo o rosto com as mãos, começa a gemer &#8230; sua morte é questão de pouco tempo. Como contrariam o paradigma científico cartesiano materialista vigente, os fenômenos telessomáticos ( influência mental à distância), são pouco divulgados nos meios acadêmicos e pela mídia em geral, pois segundo tal concepção, não poderiam existir. No entanto, já foram replicados com sucesso, centenas de vezes, nas últimas oito décadas, por meio de estudos científicos controlados. Mente não-local e a influência positiva ou negativa do olhar &#8220;O Dr. Dean Radin, em seu livro The Conscious Universe ( pag. 155/156), fez um levantamento geral, do período de 1913 a 1996, das pesquisas sobre o sentimento de estar sendo influenciado pelo olhar. Entre os estudos analisados por ele estão os de Poortman, Peterson, Williams, Braud, Schafer, Andrews, Schlitz, La Berge, Wiseman e Smith. Sua conclusão é estarrecedora e surpreendente para as mentes acadêmicas convencionais! Os resultados de todos os estudos combinados demonstram uma probabilidade de 3, 8 milhões para 1, de que os fenômenos de influência mental sejam frutos do acaso. Ou seja, eles existem, são reais. Estas pesquisas confirmam a realidade de uma das mais antigas e conhecidas superstições do mundo ocidental, o mau-olhado, e possivelmente de uma das mais conhecidas graças do mundo oriental, o &#8220;darshan&#8221;, ou o olhar abençoador e curativo de um mestre iluminado. Não se trata mais de se acreditar ou não em mau-olhado e bom-olhado, mas sim de se verificar o alcance e o efeito dessas práticas na saúde do ser humano, por meio de estudos científicos. E também, de se encontrar meios de proteger as pessoas destas influências maléficas. A maior parte dos povos primitivos tinha medo do mau-olhado e tomavam medidas para desviar a atração desse olhar, por meio de amuletos brilhantes ou atrativos utilizados em torno do pescoço. Os estudos científicos atuais realizados em laboratório, que continuam confirmando a veracidade dos fenômenos telessomáticos, adotam a metodologia de separar duas pessoas, e monitorar a atividade do sistema nervoso da primeira, usualmente por meio da atividade elétrica da pele, enquanto a segunda pessoa, olha para a primeira em períodos de tempo ramdômicos ( ao acaso) , através de um sistema unidirecional de circuito-fechado de vídeo, influenciando-a ( Targ, Russel and Katra, Jane. 1998. Miracles of Mind. Exploring Nonlocal Consciousness and Spritual Healing. New World Library: Novato, Ca. pp. 209  217) Para o físico quântico norte-americano David Bohm, a mente humana, em determinados estados alterados de consciência, tais quais aqueles que encontramos quando a pessoa está orando, meditando, contemplando a natureza, etc.,  pode operar diretamente nas profundezas da ordem implícita ( Bohm in Dialógos com Cientistas e Sábios, Renée Weber, pag.70, Ed. Círculo do Livro). Tal afirmação, vinda de um dos maiores físicos da atualidade, tem sérias implicações para a espécie humana e para a compreensão da natureza e funcionamento dos fenômenos telessomáticos , pois conforme assinala o psiquiatra Stanislav Grof, um dos criadores da psicologia transpessoal,  se as suposições básicas da teoria holonômica, sobre a ordem explícita e implícita, refletem a realidade, com um grau suficiente de exatidão, também é concebível que certos estados incomuns da consciência, possam mediar experiências diretas da ordem implícita ou nela intervir . Isto tornaria possível modificar os fenômenos no mundo objetivo ao influenciar a matriz geradora ( Além do Cérebro, pag. 62, Ed. McGraw-Hill). Mente não  local em um Universo Holoinformacional &#8220;As modernas pesquisas científicas sobre o poder e o alcance de influência do campo da consciência humana, realizadas por pesquisadores como Stanislav Grof, Dean Radin, Russel Targ, Harold Puthoff, entre outros, demonstram a capacidade da mente modificar não somente o corpo, como nos fenômenos telessomáticos, mas também toda a realidade à nossa volta. Desta forma, estamos lidando aqui com um fenômeno mais abrangente que o telessomático. Estamos penetrando no campo dos fenômenos holoinformacionais, onde a vida, a mente e o cosmos são uma infinita rede de interconexões dinâmicas, onde o todo contém a parte e a parte contém o todo, possibilitando então, à mente que é uma parte do Cosmos Quântico-Informacional-Holográfico, modificar de forma significativa, instantânea e não-local toda a realidade física do universo, através da alteração da consciência, energizada pelo desejo e a intenção. Em determinadas condições especiais de expansão da consciência, como aquelas induzidas pela meditação, oração, hiperventilação (respiração holotrópica), jejum, ayahuasca e LSD, nossa mente com a atenção e a intenção focalizadas, podem alterar a matéria e a realidade à nossa volta, sensibilizando nossa matriz geradora, o campo holoinformacional da Ordem Implícita. O Dr. Deepak Chopra, médico endocrinologista, praticante de meditação transcendental, e fundador da Sociedade Americana de Medicina Ayurvédica, afirma em seu livro Vida Incondicional ( Ed. Best Seller) :  para usar a linguagem da física, uma intenção local começa a ter resultados não locais&#8230;o campo está agindo sobre si mesmo&#8230;meu papel é apenas dar ordens, deixando o campo computar, instantânea e automaticamente, o resultado que espero.O segredo&#8230;é que se entra no computador cósmico usando o cérebro como teclado . Para que possamos compreender como é possível este acesso ao computador cósmico, é necessário introduzirmos aqui uma concepção mais abrangente de informação e consciência que desenvolvemos nos ultimos anos em um trabalho denominado Informação Auto-Organização e Consciência- Rumo a uma Teoria Holoinformacional da Consciência, publicada originalmente em 1999, na Inglaterra e nos EUA nas revistas científicas World Futures- The Journal of General Evolution, e The Noetic Journal, e mais recentemente no livro Science and the Primacy of Consciousness- Intimation to a 21st Century Revolution que reproduzimos no apêndice 1 deste livro. Nesta concepção, energia, matéria, vida e consciência originam-se de um campo criador, que é pura informação, situado além de nossos limites perceptuais. Este campo informacional invisível é na verdade uma ordem geradora fundamental, que permeia com informação criativa todo o cosmos, permitindo compreender a natureza básica do universo como uma totalidade inteligente auto-organizadora indivisível, isto é, uma consciência, um campo holográfico informacional que gera, mantém e transforma o universo. Este campo é informacional tanto no sentido de informar (dar o plano criador da forma), como de formar( gerar a forma), tal como o arquiteto planeja o projeto ( informa) e depois o constrói ( forma). Esta ordem/mente universal é denominado por nós como campo holoinformacional da consciência, constituindo uma unidade indivisível, cujos processos quântico-informacionais criativos interagem por meio de relações não-locais (holísticas), internas, e simultaneamente por meio de relações externas locais (mecanicísticas), gerando energia, matéria, vida e consciência, e também todos os processos que criam, mantem e transformam o universo. Uma consciência universal, da qual somos parte dinâmica, que se manifesta de modo informacional, semelhante ao holográfico, auto-organizando-se em uma infinita holoarquia cósmica. Este tipo de consciência universal foi intuída e descrita há milênios pelas grandes tradições espirituais e pela Filosofia Perene com muitos nomes: Espírito Santo, Tao, Brahman, Consciência Cósmica, Grande Arquiteto, Mente Universal, etc. Um universo estruturado como um campo holoinformacional é um universo inteligente funcionando como uma gigantesca mente. Sir James Jean, o célebre astrônomo inglês, já afirmava em relação às modernas descobertas da astronomia e da física quântica: &#8220;O Universo começa a se parecer mais com uma grande mente do que com uma grande máquina&#8221;. Em nossa concepção holoinformacional, o universo não é somente inteligente e pleno de informação significativa, mas configurado e estruturado à semelhança de um holograma, tal como proposto por David Bohm. O holograma é uma imagem virtual tridimensional de um objeto criada da seguinte maneira: um raio laser incide sobre o objeto refletindo, sob a forma de ondas, os limites e a forma do objeto em uma placa. Sobre essa placa incide um segundo raio laser, produzindo e refletindo, a partir da mistura das ondas dos dois lasers, uma imagem no espaço. O embaralhamento das ondas na placa forma um padrão de interferência de ondas que armazena a informação acerca do objeto, e é essa informação que é refletida no espaço sob a forma de uma imagem virtual tridimensional. O relevante aqui, é que nos sistemas holográficos cada parte da placa contém a informação completa sobre o objeto. Se quebrarmos a placa em vários pedaços, cada pedaço, se iluminado por um laser, refletirá a imagem tridimensional completa do objeto no espaço, demonstrando experimentalmente que num sistema holográfico o todo está em cada parte, assim como cada parte está no todo. A afirmação acima não lhes parece familiar? Não a encontramos em nossas culturas e tradições espirituais milenares em citações como: &#8220;Assim na terra como no céu&#8221;; &#8220;Tudo o que está em cima é igual a tudo o que está em baixo&#8221;; Tudo o que está dentro é igual a tudo o que está fora; &#8220;O Reino de Deus está dentro de vós&#8221;;  Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu , &#8220;Somos um microcosmo que reflete o macrocosmo&#8221;, &#8220;Todo o universo está contido em um grão de areia&#8221;, etc.  O modelo holoinformacional do universo permite-nos compreender como é possível produzir fenômenos telessomáticos e holoinformacionais, todos de natureza não-local, ingressando em estados alterados e transpessoais de consciência, influenciando com o desejo e a intenção, o campo gerador holoinformacional que constitui o universo. Uma vez que somos capazes de  operar diretamente nas profundezas da ordem implícita e  modificar os fenômenos no mundo objetivo ao influenciar a matriz geradora que cria qualquer realidade material e as leis da física, existe a possibilidade de se realizar qualquer mudança que desejamos na realidade e situações à nossa volta . Encontramo-nos no campo de todas as possibilidades, como afirma o físico e sábio indiano Maharishi Mahesh Yogi, divulgador da Meditação Transcendental no ocidente . Isto pode explicar muitos dos impressionantes efeitos benéficos produzidos pela oração, meditação, visualização, hipnose, mentalização, respiração holotrópica e outras técnicas tradicionais de cura redescobertas e investigadas pela ciência moderna, categorias estas incluídas no rol dos fenômenos não-locaqis transpessoais telessomáticos e holoinformacionais. No entanto, se a explicação dos fenômenos telessomáticos e holoinformacionais pode parecer simples, isto não significa que seja fácil produzí-los conscientemente, pois para tanto temos que nos encontrar em  estados incomuns de consciência . Vários estudos científicos, como os realizados pela Dra. Gertrud Schmeidler, J.B. Rhine, Carl Gustav Jung e Herbert Benson, entre outros, demonstraram que quanto mais intensas, esperançosas e emocionalmente carregadas são as nossas expectativas, crenças e desejos, e quanto maior nosso relaxamento físico, mental e emocional, maiores são as mudanças que podemos fazer gradualmente, tanto em nosso corpo como em nossa própria realidade . Se aliarmos à nossa tecnologia cientifica, práticas tradicionais milenares de alteração da consciência, como a oração, meditação, rituais e danças arquetípicas, visualização, entre outras, poderemos realizar feitos considerados até há pouco tempo como milagrosos. Nessa era científica da informação e da biotecnologia, estamos redescobrindo em nossos laboratórios, saberes e práticas tradicionais extremamente sofisticados de como influenciar a matéria com a mente, conhecidos há milênios pela humanidade, e que até há pouco tempo atrás considerávamos superstições grosseiras, oriundas da ignorância popular. Com isto, estamos acordando para as enormes potencialidades de transformação da matéria e da realidade que existem em nosso interior. Em nosso íntimo possuímos uma capacidade, uma passagem que nos permite acessar a ordem implícita e alterar a realidade das coisas : o portal da consciência . Mente não-local, Ciência e Voodoo Ano: 1995 Local: Universidade de Nevada &#8211; USA A equipe de parapsicologia experimental dos Drs. J.M. Rebman e Dean Radin ( Rebman, J.M. , Radin, D.I. , Hapke, R.A. , and Gaughen, U.Z.  Remote influence of the automatic nervous system by a ritual healing technique in Proceedings of Presented Papers, 39th Annual Parapsychological Association Covention, edited by E.C. May, 133-148. Fairhaven, MA: Parapsychological Association) resolveram testar o poder do  voodoo sob condições controladas de laboratório. Neste experimento, voluntários foram divididos em duas categorias: sujeitos ativos ou  curadores e sujeitos passivos ou  pacientes . O objetivo era verificar se os  pacientes poderiam ser fisicamente afetados à distância pelos  curadores , por meio de técnicas de  estilo voodoo , que utilizam uma imagem como meio de produzir influência sobre a pessoa. Os  pacientes foram representados por bonecos com fotos e objetos de seu uso pessoal ( roupas, jóias, etc.) além de um relato com a história de suas vidas ( autobiografia) e informações sobre o que os fazia sentirem-se amparados, calmos e confortáveis. Tais dados seriam utilizados pelos curadores para influenciá-los durante a experiência . Os efeitos testados foram de intenção benigna ao invés de maligna, daí os experimentadores ativos serem chamados de  curadores . A experiência em si consistia no seguinte: 1 &#8211; Separar os  curadores dos  pacientes . Os  curadores foram colocados num quarto acústica e eletromagneticamente blindado, num prédio situado ao lado daquele em que os  pacientes se encontravam. 2 &#8211; O  curador colocava numa mesa à sua frente o boneco e seus objetos e se concentrava neles , enquanto enviava ao  paciente , numa sequência ao acaso, dois tipos de mensagens, de  cura e de  repouso . 3 &#8211; O  paciente era monitorizado de forma a se registrar a atividade de seu sistema nervoso autônomo, por meio de atividade eletrodérmica ( resistência elétrica da pele), frequência cardíaca e volume sanguíneo do pulso. Uma sessão experimental típica consistia em o  curador enviar de forma aleatória ao  paciente , por meio do boneco, cinco períodos de intenção de  cura e cinco períodos de intenção de  repouso , períodos estes com a duraçào de um minuto cada, sempre seguidos por um intervalo de onze segundos entre eles. Surpreendentemente, observou-se que os  pacientes realmente eram afetados pela  magia branca dos  curadores . Os  pacientes tinham a sua atividade eletrodérmica ( resistência elétrica da pele) aumentada e sua frequência cardíaca reduzida durante os períodos em que o  curador procurava influenciá-lo à distancia por meio da intenção de  cura , fatores que indicavam relaxamento psicofísico. Já nos períodos de intenção de  repouso , não se observavam tais efeitos. O volume sanguíneo do pulso dos  pacientes também foi reduzido de forma significativa por alguns segundos, durante os sessenta segundos do período de intenção de  cura , demonstrando uma resposta de relaxamento. Tais resultados experimentais indicam que de fato o sistema psiconeuroimunológico dos  pacientes foi beneficamente afetado á distância, de forma não-local e transpessoal, pelos  curadores. Por outro lado, quando os &#8220;curadores&#8221; provocavam um efeito estressante, batendo na face e/ou na cabeça do boneco voodoo, durante os períodos aleatórios dedicados à cura, isto tinha um efeito terapêutico transpessoal de massagem estimulante à distancia, mais uma vez, de forma não-local , nos &#8220;pacientes&#8221;, aumentando seus batimentos cardíacos. Isto nos leva a admitir a possibilidade de que através do  voodoo ,  magia negra ,  quimbanda ou  macumba , uma pessoa pode , à distância, desencadear efeitos maléficos no organismo de outra, via sistema nervoso autônomo, ocasionando elevaçào da pressão arterial, e da frequência cardíaca. Estes aumentos da pressão arterial e da frequência cardíaca poderiam, na dependência da intensidade e do tempo de estimulação, teoricamente desencadear dores de cabeça , dores no peito ( angina), ataques cardíacos (infartos), derrames ( acidentes vasculares cerebrais) e morte súbita. Tais experimentos transpessoais permitem-nos afirmar que os fenômenos telessomáticos se utilizam dos mesmos processos de interação mente-corpo que os fenômenos psicossomáticos, com a diferença de que não é a mente do indivíduo que está influenciando o seu próprio corpo, como ocorre na medicina psicossomática, mas sim que o funcionamento não local da mente de uma pessoa está influenciando a mente e o corpo de uma outra pessoa. As implicações destas descobertas transdisciplinares e holísticas acerca da natureza não-local da mente e suas relações com o universo, são imensas para a saúde, cura, a paz e o bem-estar da humanidade e do planeta, e mudam totalmente nossa visão de mundo acerca da natureza do homem e da compreensão de nosso lugar no esquema ecológico e cósmico. Somos parte de algo muito mais vasto do que nossas mentes individuais.</em></p>
<p><strong><span class="texto-homep">9/5/2006 &#8211; Francisco Di Biase e Mário Sérgio Rocha</span></strong></p>
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		<title>Usos não terapêuticos de LSD</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 03:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[USO DE LSD NO DESENVOLVIMENTO
DE HABILIDADES PARANORMAIS
 
Stanislav Grof, M.D.
Usos não terapêuticos de LSD. Cap. 8, Psicoterapia do LSD, ©1980, 1994 por Stanislav Grof.
Hunter House Publishers, Alameda, Califórnia, ISBN 0-89793-158-0.
Tradução:
André Luís N. Soares
Muitas evidências históricas e antropológicas e numerosas observações anedóticas de pesquisa clínica sugerem que substâncias psicodélicas ocasionalmente podem facilitar percepção extra-sensorial. Muitas plantas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=21&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="center"><strong>USO DE LSD NO DESENVOLVIMENTO<br />
DE HABILIDADES PARANORMAIS</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Stanislav Grof, M.D.</strong></p>
<p align="center">Usos não terapêuticos de LSD.<strong> </strong>Cap. 8, Psicoterapia<em> do LSD,</em> ©1980, 1994 por Stanislav Grof.<br />
Hunter House Publishers, Alameda, Califórnia, ISBN 0-89793-158-0.</p>
<p align="center">Tradução:</p>
<p align="center">André Luís N. Soares</p>
<p>Muitas evidências históricas e antropológicas e numerosas observações anedóticas de pesquisa clínica sugerem que substâncias psicodélicas ocasionalmente podem facilitar percepção extra-sensorial. Muitas plantas de culturas visionárias foram administradas no contexto de cerimônias de cura espiritual para diagnóstico e cura de doenças. Igualmente freqüente foi o uso delas para outros propósitos mágicos, como a localização de objetos ou pessoas perdidos, projeção astral, percepção de eventos distantes, precognição e clarividência. A maior parte das drogas usadas para estes propósitos foram mencionadas depois em relação a cerimônias religiosas. Elas incluem a resina ou folhas de maconha <em>(Cannabis</em> <em>indica</em> ou <em>sativa</em>) na África e Ásia; cogumelos fly-agaric dentre várias tribos siberianas e dos índios norte-americanos; A planta <em>Tabernanthe iboga</em> no meio de certos grupos étnicos africanos; A rapé <em>cohoba (Anadenanthera peregrine)</em> e <em>epena (Virola theidora)</em> da América do Sul e Caribe; E os três psicodélicos básicos das culturas pré-colombianas &#8211; o cactos peiote <em>(Lophophora williamsii),</em> os cogumelos sagrados <em>teonanacatl (Psilocybe mexicana)</em> e <em>ololiuqui</em> ou sementes de &#8220;glória matutina&#8221; <em>(Ipomoea violacea).</em> De interesse especial parece ser o <em>yagé</em>, uma bebida fermentada preparada da trepadeira <em>Banisteriopsis caapi</em> na selva, bem como as &#8220;vinhas dos mortos&#8221;, usadas pelos índios sul-americanos no Vale do Amazonas. Harmine, também chamado yagéine ou banisterine, um dos ativos alcalóides isolados da planta Banisteriopsis, realmente chamado de <em>telepatina</em>. Os estados psicodélicos induzidos pelos extratos destas plantas parecem ser especialmente incrementadores poderosos de fenômenos paranormais. O exemplo mais famoso das propriedades incomuns da <em>yagé</em> pode ser achado nos relatórios de McGovern (69), um dos antropólogos que descreveram esta planta. De acordo com sua descrição, um curandeiro local viu em notáveis detalhes a morte do chefe de uma tribo distante, no momento que ela estava acontecendo; a precisão de seu relato foi verificada muitas semanas depois. Uma experiência semelhante foi reportada por Manuel Cordova-Rios, (53) que com precisão viu, em sua sessão de <em>yagé</em>, a morte de sua mãe e depois foi capaz de verificar todos os detalhes. Todas as culturas psicodélicas parecem compartilhar a convicção que não é apenas a percepção extra-sensorial que é realçada durante a intoxicação real por plantas sagradas, mas o uso sistemático destas substâncias facilita o desenvolvimento de habilidades paranormais na vida diária.</p>
<p>Muitos materiais anedóticos colecionados ao longo dos anos por pesquisadores psicodélicos sustentam as convicções acima. Masters e Houston (65) descreveram o caso de uma dona de casa que na sua sessão de LSD viu a filha na cozinha procurando pelo jarro de biscoito. Ela ainda reportou ver a criança bater no açucareiro de uma estante e derramar o açúcar no chão. Este episódio posteriormente foi confirmado pelo seu marido. Os mesmos autores também reportaram um sujeito em LSD que viu &#8220;um navio preso em icebergs, em algum lugar nos mares do norte.&#8221; De acordo com o sujeito, o navio estava usando em sua proa o nome &#8220;France&#8221;. Foi mais tarde confirmado que o <em>France</em> tinha realmente ficado preso no gelo próximo à Groenlândia na hora da sessão de LSD do sujeito. O famoso psicólogo e pesquisador parapsicológico Stanley Krippner (49) visualizou, durante uma sessão de psilocybe em 1962, o assassinato de John F. Kennedy que aconteceu um ano depois. Observações semelhantes foram reportadas por Humphrey Osmond, Duncan Blewett, Abram Hoffer e outros pesquisadores. A literatura sobre o assunto tem sido extremamente revisada num jornal sinótico por Krippner e Davidson. (50)</p>
<p>Em minha própria experiência clínica, vários fenômenos sugerem que percepções extra-sensoriais são relativamente freqüentes em psicoterapia de LSD, particularmente em sessões avançadas. Elas variam de uma antecipação mais ou menos vaga sobre eventos futuros ou uma consciência sobre acontecimentos distantes de cenas complexas e detalhadas na forma de vívidas visões clarividentes. Estas podem ser associadas a sons apropriados, como palavras e frases faladas, barulhos produzidos por veículos a motor, sons de máquinas a fogo e ambulâncias ou o sopro de trombetas. Algumas destas experiências podem mais tarde demonstrar corresponder em graus variados a eventos reais. A verificação objetiva nesta área pode ser particularmente difícil. A não ser que estes exemplos sejam reportados e claramente documentados durante as sessões psicodélicas reais, existe um grande perigo de contaminação dos dados. Interpretação frouxa de eventos, distorções de memória e a possibilidade de fenômenos <em>deja vu</em> durante a percepção de ocorrências posteriores são algumas das principais armadilhas envolvidas.<br />
Os mais interessantes fenômenos paranormais que aconteceram em sessões psicodélicas são as experiências fora-do-corpo e os exemplos de clarividência e clariaudiência. A sensação de deixar o próprio corpo é muito comum em estados induzidos por droga e pode ter várias formas e graus. Algumas pessoas sentem-se completamente destacadas de seus corpos físicos, pairando sobre eles ou observando-os de uma outra parte do aposento. Ocasionalmente, os sujeitos podem perder completamente a consciência do ambiente físico real e seus movimentos conscientes dentro de reinos experimentais e realidades subjetivas parecem estar completamente independentes do mundo material. Eles podem então se identificar completamente com as representações corporais dos protagonistas destas cenas, os quais são pessoas, animais ou entidades arquétipas. Em casos excepcionais, os indivíduos podem ter uma complexa e vívida experiência de mudança para um lugar específico no mundo físico, e fornecer uma descrição detalhada de um lugar ou evento distante. As tentativas para verificar tais percepções extra-sensoriais podem às vezes resultar em confirmações surpreendentes. Em exemplos raros, o sujeito pode ativamente controlar tal processo e &#8220;viajar&#8221; à vontade para qualquer local ou ponto no tempo que ele ou ela escolher. Uma descrição detalhada de uma experiência deste tipo, ilustrando a natureza e a complexidade dos problemas envolvidos, foi publicada em meu livro  <em>Realms of the Human</em> <em>Unconscious</em>, p. 187. (32)</p>
<p>A prova objetiva, através de técnicas padronizadas de laboratório usadas na pesquisa parapsicológica, tem geralmente sido bastante desapontadora e falha em demonstrar um aumento de percepção extra-sensorial como um aspecto previsível e constante do efeito de LSD. Masters e Houston (65) testaram sujeitos em LSD com o uso de um maço especial de cartas desenvolvido no laboratório de parapsicologia da Universidade de Duke. O baralho contém vinte e cinco cartas, cada uma tem um símbolo geométrico: estrela, círculo, cruz, quadrado ou linhas onduladas. Os resultados das experiências em que sujeitos LSD tentaram descobrir a identidade destas cartas foram estatisticamente não-significativos. Um estudo semelhante conduzido por Whittlesey (102), com um experimento de adivinhação de cartas com sujeitos em psilocybin, reportado por van Asperen de Boer, Barkema e Kappers (6), foi igualmente desapontador, entretanto um achado interessante nos primeiros destes estudos foi uma diminuição notável da variância; os sujeitos realmente adivinharam muito próximo em contraposição a expectativa do acaso predita matematicamente. Descobertas não publicadas do pesquisador parapsicológico Walter Pahnke no <em>Maryland Psychiatric Research Center</em> sugere que a abordagem estatística para este problema poderia ser ilusória. Neste projeto, Walter Pahnke usou uma versão modificada das cartas da Universidade de Duke, na forma de painéis de teclado eletrônico. O sujeito em LSD tinha que descobrir qual a tecla que tinha sido iluminada manualmente ou por um computador num painel dentro de um quarto adjacente. Embora os resultados para o grupo inteiro de sujeitos em LSD não foram estatisticamente significativos, certos indivíduos alcançaram pontuações notavelmente altas em algumas das medidas.</p>
<p>Alguns pesquisadores ressoam objeções para a abordagem desinteressante e inimaginável para o estudo de fenômenos parapsicológicos representados por cartas de adivinhação repetitivas. No geral, tal procedimento não tem muita oportunidade para atrair a atenção do sujeito quando comparado a algumas das experiências subjetivas excitantes que caracterizam o estado psicodélico. Numa tentativa de fazer a tarefa mais atraente, Cavanna e Servadio (19) usaram materiais carregados emocionalmente no lugar de cartas; impressões fotográfica coloridas de pinturas incongruentes foram preparadas para o experimento. Embora um sujeito tenha se saído muito bem, os resultados globais foram não-significativos. Karlis Osis (73) administrou LSD em vários &#8220;médiuns&#8221; que recebiam objetos e pediu para eles descreverem os donos. Um médium foi extraordinariamente bem sucedido, mas a maior parte dos outros se tornaram tão interessados nos aspectos estéticos e filosóficos da experiência, ou insistiram em cima de seus problemas pessoais, que  acharam difícil manter a concentração na tarefa.<br />
Sem dúvida, os dados mais interessantes foram os emergidos de um estudo piloto projetado por Masters e Houston (65) os quais usaram imagens carregadas emocionalmente com sessenta e dois sujeitos em LSD. As experiências foram conduzidas nos períodos finais das sessões, quando é relativamente fácil focar em tarefas específicas. Quarenta e oito dos indivíduos testados aproximaram-se da imagem alvo pelo menos duas de dez vezes, enquanto cinco sujeitos fizeram suposições bem sucedidas pelo menos sete das dez vezes. Por exemplo, um sujeito visualizou &#8220;ondas atiradas&#8221; quando a imagem correta era um navio Viking numa tempestade. O mesmo sujeito adivinhou &#8220;vegetação luxuriante&#8221; quando a imagem era florestas tropicais na Amazônia; &#8220;um camelo&#8221; quando a imagem era um árabe num camelo, &#8220;os Alpes&#8221; quando o retrato era o Himalaia, e &#8220;um negro escolhendo algodão num campo&#8221; quando o alvo era uma plantação no Sul.</p>
<p>O estudo de fenômenos paranormais em sessões psicodélicas apresenta muitos problemas técnicos. Além dos problemas de conseguir um sujeito interessado em manter sua atenção na tarefa, Blewett (12) também enfatizou o fluxo rápido de imagem eidética que interfere na habilidade do sujeito estabilizar e escolher a resposta que poderia ter sido despertada pelo alvo. As dificuldades metodológicas em estudar o efeito de drogas psicodélicas na percepção extra-sensorial ou outras habilidades paranormais e a falta de evidência nos estudos existentes não podem, porém, invalidar algumas observações bastante extraordinárias nesta área. Todo terapeuta de LSD com experiência clínica suficiente colecionou observações  desafiadoras o bastante para considerar este problema seriamente. Eu mesmo não tenho nenhuma dúvida que ocasionalmente psicodélicos, durante o efeito farmacológico, podem induzir elementos de percepção extra-sensorial genuína. Oportunamente, a ocorrência de certas habilidades e fenômenos paranormais pode estender-se além do dia da sessão. Uma observação fascinante que é intimamente relacionada e merece atenção neste contexto é a acumulação freqüente de coincidências extraordinárias nas vidas de pessoas que experimentaram fenômenos transpessoais em suas sessões psicodélicas. Tais coincidências são fatos objetivos, não apenas interpretações subjetivas de dados perceptivos; elas são semelhantes às observações que Carl Gustav Jung descreveu em seu ensaio sobre sincronicidade. (44)<br />
A discrepância entre a ocorrência de fenômenos parapsicológicos nas sessões de LSD e resultados negativos de estudos laboratoriais específicos parece refletir o fato que um aumento em ESP não é um aspecto normal e constante do efeito de LSD. Os estados psicológicos condutivos para vários fenômenos paranormais relacionados a uma incidência extraordinariamente alta de ESP estão entre as muitas condições mentais que podem ser facilitadas por esta droga; em outros tipos de experimentos LSD, as habilidades ESP parecem estar no mesmo nível que estão no estado ordinário de consciência, ou até mesmo reduzidas. Pesquisa futura terá que avaliar se de alguma maneira a incidência imprevisível e elementar de habilidades paranormais em estados psicodélicos pode ser aproveitada e sistematicamente cultivada, como indicada na literatura shamânica.</p>
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		<item>
		<title>Um pouco sobre Timothy Leary.</title>
		<link>http://clavicepspurpurea.wordpress.com/2008/06/11/um-pouco-sobre-timothy-leary/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 01:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá a todos, no post de hoje vou colocar uma matéria bem resumida mas bem interessante sobre o Timothy Leary, que creio eu muitos ja conhecem, para os que não conhecem ai vai a matéria, no fim link para o artigo em .pdf.
Obs: Ainda hoje posto o CD &#8220;Turn On, Tune In, Drop Out&#8221; do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=16&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Olá a todos, no post de hoje vou colocar uma matéria bem resumida mas bem interessante sobre o Timothy Leary, que creio eu muitos ja conhecem, para os que não conhecem ai vai a matéria, no fim link para o artigo em .pdf.</p>
<p>Obs: Ainda hoje posto o CD &#8220;Turn On, Tune In, Drop Out&#8221; do Timothy.</p>
<h1 style="text-align:center;"><strong>Timothy Leary</strong></h1>
<h3><strong>O homem em cima da ponte</strong></h3>
<p>Timothy Leary era um homem que não queria ser mais um robot. Que<br />
não queria ser mais um na fi la de trânsito em cima de uma qualquer<br />
ponte. Não da ponte 25 de Abril, não da ponte Vasco da Gama, mas<br />
algures nos Estados Unidos da América, onde nasceu e viveu a maior<br />
parte da vida, haviam espalhadas muitas e diversas pontes onde ele não<br />
queria estar. Dizer isto é dizer tudo a respeito de Timothy Leary e talvez<br />
dizer nada. Aliás, bem à semelhança do slogan que celebrizou “Turn On,<br />
Tune In, Drop Out”. A frase seria o título de um álbum, rotulado de Rock<br />
psicadélico, editado pelo próprio. No entanto, não foi enquanto músico<br />
que Leary hoje é relembrado.<br />
Passou pelo exército americano e percorreu um largo caminho pelas<br />
universidades mais respeitáveis dos Estados Unidos da América, inclusive<br />
Harvard, de onde, à semelhança das outras, acabou por ser corrido. Porque<br />
não foi pelo percurso académica que Leary se tornou célebre. Foi por<br />
não ter querido ser mais um. Em cima da ponte, em cima da elevação de<br />
nível que, nos anos 50 e 60, elevava o professor do aluno, submisso ao<br />
peso de um mundo que por vezes era insuportavelmente real.<br />
A estratégia de Timothy Leary para enfrentar o mundo foi fugir-lhe<br />
para o único sítio onde a sua luz não podia perverter a essência do ser,<br />
do seu ser que não queria ser mais um cima da ponte. Mas como? Anthony<br />
Russo, um colega de Leary, deu-lhe uma ajudinha relatando-lhe<br />
a sua experiência no México, onde ingeriu cogumelos com propriedades<br />
alucinogéneas utilizados em cerimónias religiosas pelos indígenas de Oaxaca.<br />
Pouco tempo depois, Russo voltaria ao altar da ausência de consciência<br />
acompanhado por um curioso e expectante Leary. Uma experiência<br />
que haveria de o marcar para sempre.</p>
<h2>Think for yourself and question authority</h2>
<p>Um arruaceiro ou uma mente brilhante? Um intelectual ou mais um<br />
junkie? A resposta terá de partir de cada um. A História, sábia mestre,<br />
relembra o homem falecido em 1996 como uma das fi guras que mais<br />
contribuíram para promover o LSD, esse escape, esse labirinto mágico<br />
para outro mundo.<br />
Durante os anos 60, enquanto ainda leccionava em Harvard, Timothy<br />
Leary desenvolveu várias experiências com drogas alucinogéneas,<br />
primeiro em reclusos, posteriormente nele próprio e em amigos. Que<br />
segredos esconderia a mente para lá da superfície? E até onde poderia<br />
ele ir com a ajuda de novas drogas? Na altura, o LSD não era ilegal. As<br />
propriedades da droga descoberta acidentalmente pelo químico suíço Albert<br />
Hoffman em 1943 eram em grande medida ainda desconhecidas. Se<br />
Leary não teve o prazer de descobrir o LSD foi para a cova com a alegria<br />
de a ter apresentado ao mundo.<br />
Depois de em 1963 ter sido corrido de Harvard, Timothy Leary depressa<br />
formou novas instituições onde tem a liberdade de desenvolver experiências<br />
com drogas alucinogéneas. Para dar a conhecer as suas revelações<br />
formou a Liga da Descoberta Espiritual que defendia o uso do LSD.<br />
Sublinhe-se, eram os sixties com tudo o que os sixties podiam ofere-<br />
Timothy<br />
Leary<br />
cer, ou seja, muitos americanos a tentar fugir do espartilho em que tinham vivido<br />
desde sempre. Havia também soutiens a serem queimados, muitos hippies<br />
de mãos dadas e gente nua a correr em concertos de Rock, a música do diabo.<br />
E Leary estava por todo o lado a falar sobre as propriedades benéfi cas do LSD<br />
a adolescentes cujos pais e mães pertenciam a mundo que já não existia.</p>
<h2>O errozito de Albert Hoffman</h2>
<p>Quando em 1943 um químico suíço chamado Albert Hoffman descobriu o<br />
LSD estava na verdade a trabalhar na síntese dos derivados do ácido lisérgico,<br />
uma substância que impede o sangramento excessivo após o parto.<br />
Quando ingeriu a nova substância por acidente, Hoffman teve de abandonar<br />
momentaneamente o seu trabalho devido aos sintomas alucinogéneos que<br />
estava a sentir. Assim, o químico teve o mérito de, em simultâneo, descobrir<br />
o LSD e ainda ter a primeira bad trip da história. Leary teria uns bons conselhos<br />
para lhe dar. Segundo o tio do LSD, não, Leary não era irmão de Hoffman,<br />
mas se este era o pai…bem. Hoffman tendo sido o inventor referia-se<br />
ao LSD como “o seu fi lho problemático” e Leary idolatrou esse rebelde e fez<br />
dele o centro das atenções (daí que merece no mínimo o título de tio).<br />
Timothy Leary argumentava em prol do “set and setting” um método<br />
para se salvaguardar das bad trips, ou pelo menos diminuir estragos, em que<br />
o LSD era tomado em ambientes controlados. Por isso, um bom conselho que<br />
Leary poderia ter dado a Hoffman era desde logo para não se drogar no local<br />
de trabalho.<br />
Mas o que Timothy Leary defendia não era apenas a toma de LSD, era<br />
algo muito maior do que isso, tratava-se de toda uma ideologia de vida, uma<br />
religião que foi sustentando com a edição de livros. Para os mais pequeninos,<br />
porque afi nal de contas, é de pequenino que se torce o pepino, havia o livro<br />
para colorir sobre a história do movimento psicadélico. Para os mais graúdos,<br />
havia o catecismo da nova religião, a Igreja Neo-Americana, porque havia que<br />
reinventar tudo. Depois de Deus ter estado no centro do Universo, o Homem<br />
tratou de vestir um fato de lycra azul com direito a cueca e capa vermelha e<br />
ocupou o seu lugar. Nos sixties, Timothy Leary quis lá pôr um homem diferente.<br />
Um homem capaz de ver para lá da fi la de trânsito em cima da ponte.</p>
<h2>O homem mais perigoso da América</h2>
<p>Em 1966, o então presidente americano, Richard Nixon, referiu-se a Leary<br />
como o homem mais perigoso dos EUA. Na altura, mais do que um Bin Laden,<br />
ou um ataque directo contra o coração económico mundial, as políticas<br />
de Timothy Leary abalaram os costumes e a sociedade. Algo propício a causar<br />
muitos mais danos. Daí que a certa altura o psicólogo que queria ir mais<br />
além se tenha tornado um alvo a abater.<br />
Em 1966, a fi lha de Leary foi presa ao atravessar a fronteira entre os<br />
Estados Unidos e o México por posse de marijuana. No entanto, seria Leary,<br />
o proprietário do veículo, que arcaria com as culpas sendo condenado a dez<br />
anos de prisão. A pena não seria cumprida integralmente porque Leary conseguiu<br />
fugir em 1970 e tomou abrigo na Suíça.</p>
<p><strong>Texto</strong>: Ana Brasil<br />
<strong>Link Original: </strong><a href="http://www.underworldmag.org/website2005/DirEscrita/edicoes/art_WXQ5PpYpSLHv.pdf">UnderWorld</a></p>
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		<title>Pureza do LSD</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 03:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[PUREZA DO LSD &#8211; ESMERO, PRIMOR ESTÁ PRÓXIMO DA DIVINDADE
Por Bruce Eisner, High Times, 1977.
No final da década de 40, psicólogos iniciaram experiências com o LSD, como uma droga &#8220;psicotomimética &#8221; &#8211; que causa em quem a toma, um estado temporário e semelhante à psicose. No entanto, algumas pessoas que eram objeto do experimento e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=9&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:130%;">PUREZA DO LSD &#8211; ESMERO, PRIMOR ESTÁ PRÓXIMO DA DIVINDADE</span></strong></div>
<div style="text-align:center;">Por Bruce Eisner, High Times, 1977.</div>
<div>No final da década de 40, psicólogos iniciaram experiências com o LSD, como uma droga &#8220;psicotomimética &#8221; &#8211; que causa em quem a toma, um estado temporário e semelhante à psicose. No entanto, algumas pessoas que eram objeto do experimento e finalmente alguns místicos modernos como Aldous Huxley, Allen Ginsberg e Allan Watts, descobriram no LSD um atalho para o êxtase e para a dissolução, ausência do ego do Nirvana. O LSD foi reconhecido como um interruptor que acende a luz clara do vazio, do vácuo.</div>
<div>No entanto, a viagem de ácido nos dias de hoje, está muito mais parecida com uma transmissão de TV ao vivo e em cores frenéticas, do primeiro assento de uma montanha russa ou uma cena de &#8220;O Exorcista&#8221;.O declínio da qualidade psicodélica ao longo dos anos, a qual se parece com a degeneração do Cristianismo e do Comunismo Russo, tem sido uma conseqüência da ganância e do oportunismo por parte dos fabricantes e dos distribuidores. Eles propõem gratificações sensoriais imediatas para substituir os ideais espirituais originais. Mas a história da química underground é também da ingenuidade e da coragem, embora influenciada pela precipitação, pressa e amadorismo. Esta é a estória de como o LSD-25, a molécula mais potente e espiritual conhecida pela Humanidade se tornou uma &#8220;street drug&#8221;.</div>
<div>Originalmente todo LSD era fabricado pela Sandoz Pharmaceutical company, que tinha desenvolvido a substância química e esperava vende-la comercialmente. A droga vinha em ampolas de vidro, cheias com um líquido azul, ou pequenos tabletes em frascos com rótulos farmacêuticos especificando a concentração.Com o uso underground do LSD veio a fabricação undergound. O primeiro laboratório underground que se tem notícia foi iniciado por Bernard Roseman em 1962. Roseman, que vive hoje segregado no Oregon, foi depois preso supostamente tentando contrabandear 62.000 doses de LSD. No seu &#8216;LSD and the Age of the Mind&#8217;, ele tem este crédito, do primeiro LSD fabricado de baixa qualidade farmacêutica:</div>
<div></div>
<div><em>&#8220;Eu já tinha investido um ano neste &#8211; vai e vem &#8211; e todo o dinheiro que eu pude guardar para este projeto e estava a ponto de admitir a derrota. Nesta época, eu estava naturalmente lendo tudo que podia sobre os alcalóides do ergot. Eu achei por acaso alguns artigos que no começo pareceram totalmente sem conexão com o LSD, mas eles eram lógicos e valiam a pena tentar, porque por comparação o processo era extraordinariamente simples em relação à monumental preparação de Hofmann. Eu obtive uma nova matéria prima e trabalhei até o ponto que achei estar correto, onde eu tinha monohidrato do ácido d-Liségico, completamente inútil por si só mas o pré-requisito para fazer LSD-25, por qualquer método. O resto dos materiais que encomendei chegou, e eu estava pronto para continuar. Depois de fracassos repetidos, eu não podia aceitar a possibilidade deste processo de poucos dias funcionar. Todavia eu fui em frente, ainda que bastante pessimista, pois que meu fracasso aparentemente evidente não me aborreceria tanto. Eu trabalhei com extremo cuidado, recristalizando as poucas gramas que tinha obtido; eu estava filtrando os cristais através de vácuo e usando éter. Quando todo o éter evaporou, a substância começou a absorver umidade da atmosfera e foi ficando preta diante dos meus olhos. Todo meu trabalho estava perdido. E fiquei ali chocado, incapaz de me mover por um momento. Minhas mãos instintivamente pegaram uma garrafa de álcool e derramei em cima do material preto desintegrado esperando salvar alguma coisa. A noite toda me revirei agitado tendo sonhos horríveis e desconexos. No começo do amanhecer, pulei da cama, peguei o frasco da geladeira, enchi uma colher de chá até a borda e tomei. Voltei para a cama e liguei o Parsifal de Wagner, minutos se passaram e nada pareceu acontecer.Eu tinha me preparado psicologicamente para o insucesso, então simplesmente fechei meus olhos, deitei para trás e fiquei ouvindo os sons maravilhosos de Wagner. Na minha concentração, demorei a perceber que a música estava ficando mais alta lentamente e em vez de só meus ouvidos ouvirem, todos os meus sentidos pareceram abarcar o som, e, em vez de ouvir a música, eu era a música! Cores belas e suaves emergiam e explodiam quando o clímax do acorde era concluído. Uma compreensão imediata das intenções do compositor me foram reveladas; eu estava sendo levado a uma excursão paradisíaca em um mundo de puro som e emoção. Tudo de uma vez, eu saltei com júbilo, eu estava na grandeza do LSD &#8211; meu próprio LSD, que eu havia feito, eu estava numa alegria delirante e orgulhoso do meu sucesso.&#8221;</em></div>
<div></div>
<div><em></em></div>
<div>LSD é um cristal translúcido; este era uma bagunça escura. Assim o primeiro LSD underground era também o primeiro lote impuro, e sua distribuição deve, em alguma parte, ter incorrido na primeira reação desfavorável do consumidor.</div>
<div>Por volta de 1965, o uso tinha aumentado rapidamente. A maioria do ácido nesta época vinha em cubos de açúcar pingados com o líquido da Sandoz ou algum tipo de LSD underground. Qual a porcentagem do material que era da Sandoz está para determinações futuras.</div>
<div>Augustus Stanley Owsley III, incapaz de obter algum LSD farmacêutico, começou a produzir o seu próprio &#8211; primeiro em Los Angeles em 1965, depois na região de Point Richmond em 1966.</div>
<div>Tim Scully, químico, amigo de Owsley, admitiu para mim que o lote de 65 era impuro, mas afirmou que Owsley e ele aperfeiçoaram um processo de purificação em 1966. Muitos que usaram ambos, da Sandoz e de Owsley &#8211; o último vinha em tabletes de cor púrpura (Purple Haze) e cor branca (White Lighting) de 270 microgramas &#8212; disseram que o ácido de Owsley era menos místico e tinha mais efeitos estimulantes que o produto da Sandoz.</div>
<div>Timothy Leary, que percebeu que as impurezas eram uma ameaça para a propagação da revolução psicodélica, pronunciou palavras proféticas de advertência no Senado, durante o comitê interrogatório em 1966, em diálogo com Ted Kennedy:</div>
<div></div>
<div><strong>Senador Kennedy do Massachusetts :</strong> &#8220;O que é que há na qualidade que te deixa alarmado?&#8221;</div>
<div><strong>Dr. Leary :</strong> &#8220;Nos não queremos amadores ou venda no mercado negro ou distribuição de LSD.&#8221;</div>
<div><strong>Senador Kennedy:</strong> &#8220;Por que não?&#8221;</div>
<div><strong>Dr. Leary :</strong> &#8220;Ou os barbitúricos ou bebidas alcoólicas. Quando você compra uma garrafa de bebida&#8221;</div>
<div><strong>Senador Kennedy :</strong> &#8220;Isto não é uma resposta. Quanto ao LSD, por que você não o quer ?&#8221;</div>
<div><strong>Dr. Leary :</strong> &#8220;Estar de posse?&#8221;</div>
<div><strong>Senador Kennedy:</strong> &#8220;Por que você não quer a fabricação e a distribuição indiscriminada? Isto é porque é perigoso?&#8221;</div>
<div><strong>Dr. Leary :</strong> &#8220;Porque você não sabe o que está comprando.&#8221;</div>
<div></div>
<div>Apesar da advertência de Leary, o LSD se tornou ilegal em 16 de Outubro, 1966.O ácido de Owsley foi o primeiro a ser comercializado em grande escala. Haviam outros laboratórios menores de LSD antes de Owsley, e também uma quantidade de laboratórios que ofereceram LSD na mesma época que Owsley. Alguns estavam fazendo LSD de uma forma mais pura; a maioria fazia de uma forma muito pior. Depois que Owsley foi preso em 1967 no seu local de ação em Orinda, Califórnia, seu protegido Scully armou um laboratório com Nicholas Sand, outro alquimista envolvido há tempos na cena psicodélica.</div>
<div>Eles fabricaram uma quantidade de ALD-52 &#8211; um primo do LSD que eles chamaram de Sunshine, que vinha num tablete grande alaranjado, com 270 microgramas ou mais.</div>
<div>Na primavera de 1969, Ron Stark, então um químico com uma fábrica européia de LSD e agora fugitivo, começou supostamente a suprir a Brotherhood of Eternal Love com ácido underground. Como a Brotherhood, nesta época, estava também distribuindo ALD-52 e ambas as drogas eram colocadas em pílulas idênticas (exceto poucos tabletes azuis no início do ALD-52). Muitas pessoas não imaginavam que haviam mais de um tipo de Sunshine. Muitas versões falsificadas logo apareceram no mercado, sendo a maioria impura, de acordo com Scully.</div>
<div>Sand e Scully suspenderam a fabricação do ácido, mas Stark continuou para produzir mais de 10 quilogramas (mais de 35 milhões de doses na forma de cristal) que se tornou o famoso Orange Sunshine &#8211; sendo que os últimos apareceram em tabletes grandes em verde e vermelho chamados de &#8220;Christmas Acid&#8221;.</div>
<div>Com o boom do Sunshine, aumentaram os registros de efeitos colaterais. Em acréscimo aos relatos de reação estimulante e sintomas similares ao envenenamento por estricnina, parecia haver alguma coisa faltando nas dimensões espirituais deste novo ácido underground. Michael Hollinshead, que deu a Leary o gosto do seu primeiro ácido em 1960, escreveu mais tarde no &#8220;The Man Who Turned on the World&#8221;:</div>
<div></div>
<div><em>&#8220;Há agora &#8211; 1968 &#8211; pouco ácido bom por aí &#8211; e o que havia &#8211; o assim-chamado &#8220;street acid&#8221; vinha da Califórnia. Havia alguma coisa errada com a síntese; ele não era puro. E você nunca tinha certeza do que estava realmente usando, então eu só tomei naquelas raras ocasiões quando alguém me dava &#8220;Sandoz&#8221; ou ácido &#8220;cristal&#8221; &#8230;Minha avaliação não tem nada a ver com a idéia de que uma droga totalmente sintética produz uma experiência totalmente sintética &#8211; a reação intelectual &#8211; mas foi baseada em experiência direta, de primeira mão (ao redor de 30 viagens com o &#8220;street acid&#8221; no total. E em cada sessão eu sentia que havia alguma coisa faltando &#8211; era muito elétrico, muito &#8220;speedy&#8221; e perturbava muito a mente. A claridade inicial do Insight que obtive com o ácido da Sandoz, foi substituído por confusão, debilidade, palavras e mundos através de um desmembramento absoluto, ou até caos completo, ainda que eu deva acrescentar, ligado freqüentemente com um sentimento que só posso descrever como uma sublime presunção, uma super abundância de energia emotiva mas isto não significa mais que uma chama apaixonada, muito menos o sol criador-vida.&#8221;</em></div>
<div></div>
<div><em></em></div>
<div>Em Woodstock, Hugh Romney, (aka &#8220;Waxy Gravy&#8221;) da fazenda Hog Farm, anunciou para o público: &#8220;Não há coisa como ácido ruim, mas apenas ácido feito errado&#8221;. Em 1969, o LSD começou a aparecer em micropontos, e em 1971 em folhas de gelatina de vários tamanhos, apelidado de &#8220;windowpane&#8221; (vidraça). A concentração das doses individuais decaiu rapidamente, assim como a pureza da média da maioria das &#8220;street doses&#8221;.</div>
<div>Numa carta para o City Magazine, em julho de 1975, Timothy Leary escreveu: &#8220;Depois de 1966, minhas conferências e artigos eram principalmente interessados com a relatividade da teoria geral da psicologia e da política, e fazia uma pequena menção do ácido lisérgico, que na verdade, tem sido levado completamente para fora do cenário pelo &#8220;speed&#8221; de Owsley, anfetamina alaranjada, e o comércio mais aceito economicamente, e socialmente da cocaína e heroína.&#8221;No documentário: &#8220;Timothy Leary at Folson Prison&#8221;, feito para televisão mas que nunca foi ao ar, ele reforça: &#8220;Eu particularmente não recomendo que você tome LSD. Primeiramente, 99% do que eles dizem sobre ele não é verdade&#8221;. Ken Kesey também teve oportunidade para refletir sobre o cenário do ácido no seu recente livro &#8216;Garage Sales&#8217;: &#8220;Eu não posso de fato recomendar ácido, porque ele vem se tornando num produto quase que sem sentido. Quero dizer &#8211; o primeiro ácido que tomei era Sandoz, dado pelo governo federal numa série de experimentos (E agora, Tio? Não me dê esta porcaria de campanha de droga anti-americana: você me deixou ligado!) e eram maravilhosos. Talvez com exceção do trabalho de Owsley, todos os lotes ilícitos que experimentei daí em diante têm sido interessantes, esclarecedores, agonizantes, bizarros, etc., mas nunca como a coisa pura.&#8221;</div>
<div>Muitos outros trippers do início, incluindo Alan Harrington (autor de Psycopaths), Dr. Stanley Krippne (criador do Laboratório do Sonho no Hospital Mainodes, no Brooklyn) e Adam Smith (autor de &#8216;Powers of Mind&#8217; somando-se ao seu bestseller: &#8216;Wall Street&#8217;), também observaram o declínio do uso de psicodélicos e associaram isto com a crise da pureza.Uma experiência com LSD é um complexo interativo de cinco fatores influentes: set, setting, guide (companheiro de viagem), pureza e nível de dosagem.</div>
<div>Set se refere à característica psicológica do tripper: (antiga herança hereditária e condicionamentos na infância) e recente (expectativas em relação à experiência e como a pessoa se sente naquela manhã).</div>
<div>Setting se refere ao ambiente da viagem &#8211; indoors ou outdoors, &#8220;numa casa suburbana sem formalidades&#8221;, &#8220;numa sala de Hospital com formalidades&#8221; ou &#8220;numa praia ensolarada com ventos&#8221;.</div>
<div>Set, setting e guide formam a estrutura da viagem. Mas antes que estas influências possam passar a fazer parte do jogo, precisa ocorrer a alteração da consciência. Consequentemente a natureza da substancia química usada, sua pureza, e seu grau de dosagem é quase que fundamental na determinação do curso que a sessão terá.</div>
<div>Na sua forma pura, LSD (dietilamida do ácido d-lisérgico) é inodoro, incolor tanto quando com gosto de tártaro (se for na forma de tartarato) ou sem gosto, se for a substância cristalizada. A principal companhia farmacêutica que fabrica LSD puro, para propósitos de pesquisa é o Spofa United Pharmaceutical Works em Praga, Checoslováquia, no entanto tem sido fabricado por muitos outros. Além da Sandoz Pharmaceutical Company na Suíça, havia a Eli Lilly &amp; Company com a patente do processo Garbrecht (o processo mais eficiente para fabricação do LSD) e a Farmitillia em Milão, Itália, que aperfeiçoou o cultivo do em larga escala do ergot, um fungo que nasce no centeio, dentre outros substratos e serve como fonte do monohidrato do ácido d-lisérgico, o principal precursor do LSD. Além destas há um certo número de firmas farmacêuticas americanas que produzem pequenas quantidades de LSD para fins de pesquisa.</div>
<div>Atualmente, o ácido underground vem em várias formas, em tabletes de tamanho e cores variados, em cápsulas &#8211; mais populares entre 1966 &#8211; 1968 &#8211; folhas de gelatina (windowpane), uma injustiça lamentável aos vegetarianos que não comem subprodutos bovinos, de onde a gelatina deriva-se, películas de plástico, papel mata-borrão (blotters), frascos com líquido e muitas outras formas &#8211; quase tudo onde um líquido pode ser pingado tem sido usado. Uma vez que o LSD é um cristal e a dose é tão pequena que mal se pode ver, ele é normalmente dissolvido num solvente como o álcool etílico e então pingado em algum fixador, estabilizado com alguma substância inerte. Somente se o fixador estiver estabilizado, é que não ocorrerão alterações no efeito bioquímico alterador da mente.</div>
<div>A explicação mais comum a respeito das impurezas, parece ser adulterações com alguma outra substância psicotrópica como o speed (anfetamina) ou estricnina. Contudo, como os programas de testes e informação de drogas têm repetido com veemência, há raramente anfetamina ou estricnina em &#8220;street acid&#8221;. O aditivo mais comum é o PCP (fenciclidina, ou Serylan, um tranqüilizante para animais que causa reações de delírio alucinógeno), que também está presente quando o street acid é rotulado erroneamente como sendo &#8220;mescalina&#8221; ou &#8220;psilocibina&#8221;. Mescalina sintética e psilocibina (normalmente psilocina) desapareceram das ruas um pouco depois do LSD puro (por volta de 1969) e a única forma genuína desta drogas encontrada nas ruas, é o material orgânico dos cogumelos ou os botões de peiote. (ATENÇÃO: a combinação Ácido+PCP é algumas vezes usadas em cogumelos comprados de lojas, então precaução é prudente.)</div>
<div>Devido à natureza imprecisa das street-drugs no mercado, uma certa quantidade de programas de testes foram desenvolvidos nos anos 70. Estas organizações classificaram com freqüência, a maioria das amostras clandestinas de ácido, como &#8220;LSD&#8221;. Por exemplo, o &#8216;Straight Dope Newsletter&#8217;, uma compilação de informações das organizações americanas de testes, noticiou que de 209 amostras entregues à várias organizações, durante o período de março à julho de 1973, 183 amostras eram &#8220;LSD&#8221;.</div>
<div>PharChem de Palo Alto, Califórnia, o mais significativo dos grupos de testes das mais variadas drogas ilícitas, anunciou em 1973: &#8220;De 405 amostras, ditas como sendo LSD, 91.6% o eram realmente, 3.4% não tinha nenhuma droga, 3% era na verdade DOM, PCP e outros, e 2% tinha DOM, PCP e metanfetamina misturadas ao LSD&#8221;.</div>
<div>Compare estas duas informações com um levantamento retirado do &#8220;LSD &#8211; A Total Study&#8221; (editado por D.V. Siva Sankar): &#8220;Marshman e Gibbons testaram 519 amostras de &#8220;street drugs&#8221;, as quais o vendedor garantiu a composição. Das que eram ditas serem LSD, 44% continham LSD com duas ou mais substâncias contaminantes ou eram até, misturas de substâncias resultantes da falha na tentativa de sintetizar LSD.&#8221;</div>
<div>Há alguma coisa errada, alguma coisa impura em relação aos ácidos de hoje. Uma teoria possível para a degeneração da produção do LSD é dada por Hollinshead no &#8220;The Man Who Turned On The World&#8221;:</div>
<div><em>&#8220;Eu acho que o problema da produção química do ácido clandestino era a falta do ergot, sem o qual a síntese do d-LSD-25 é impossível. Até 1965, podia-se comprar suprimentos de ergot com pouca dificuldade de três ou quatro companhias químicas européias, mas as pressões de Washington colocaram um fim nisto, sem dúvida, na esperança de que com isso, terminar com o LSD clandestino. De certa forma as autoridades federais estavam corretas. O Underground parou de produzir d-LSD-25; mas em vez disto eles descobriram todo um grupo de substâncias parecidas ao d-LSD-25&#8230; Claro que a nova coisa &#8220;funcionou&#8221; no sentido de que, qualquer substância nova alteradora da mente, funciona produzindo efeitos subjetivos no corpo, mas não pareceu produzir em que a usou, nenhuma elevação particularmente notável, nem na cabeça ou no coração; Eram pelo menos &#8211; e provavelmente é &#8211; um aspecto impopular entre os &#8220;congnoscenti&#8221; que afirmam que alguns dos &#8220;street acid&#8221; são capazes de produzir efeitos subjetivos positivos de &#8220;caráter prolongado&#8221;; no entanto, eles admitiram prontamente que muito do que é vendido como &#8220;ácido puro &#8221; é na verdade metanfetamina (uma forma de anfetamina potente que foi desenvolvida inicialmente pelo Exército americano) ou compostos de ergotamina criada pela química molecular moderna&#8221;.</em></div>
<div><em></em></div>
<div>Uma razão mais plausível para os efeitos diferentes do street acid e do LSD é que as impurezas do subproduto, contaminam o material em várias etapas durante a fabricação. O LSD pode ser feito do ácido lisérgico extraído tanto das semente de Morning Glory ou do ergot, ou composto feitos do ergot &#8211; incluindo o tártaro de ergotamina, que é uma droga farmacêutica usada no tratamento de enxaquecas. O LSD pode também ser totalmente sintetizado a partir de elementos químicos orgânicos. Qualquer que seja o processo usado, se levado adiante corretamente, a molécula resultante é LSD.</div>
<div>Antes do LSD se tornar ilegal, os materiais para sua manufatura podiam ser comprados de várias companhias químicas dos Estados Unidos e da Europa. A maior parte do ácido de Owsley foi fabricado a partir do monohidrato do ácido lisérgico obtido da Sandoz, antes do ácido lisérgico ser proibido. Mas depois de 1966, os precursores ideais para o preparo não eram obtidos facilmente.</div>
<div>A produção dos precursores necessários é um longo processo, e podem surgir várias situações onde ocorrem impurezas. Durante a preparação do principal precursor &#8211; monohidrato do ácido lisérgico &#8211; vários alcalóides do ergot e cicloalcamidas do ácido lisérgico, contaminarão o produto final se não forem removidos adiante através de procedimento cromatográfico adequado. E os contaminantes que vão aparecer dependerão de qual material de partida foi usado; ergot, tártaro de ergotamina ou semente de morning glory. E uma vez que estes precursores tenham sido sintetizados corretamente em LSD, vários isômeros e Lumi-LSD (LSD saturado com água), podem contaminar o produto final se não forem retirados com os métodos de cromatografia.</div>
<div>Portanto, a cromatografia, um método altamente refinado que os químicos orgânicos usam para isolar substâncias específicas, é o processo chave pelo qual as impurezas podem ou não ser removidas do cristal final de LSD. Aqui uma passagem do &#8216;Psychedelic Chemistry&#8217;, de Michael Valentine Smith:</div>
<div><em>&#8220;Há uma grande quantidade de crendices a respeito da purificação de psicodélicos. Na verdade, quaisquer impurezas que possam estar presentes como resultado de métodos de síntese, terão quase certamente nenhum efeito na viagem. Se há 200 mcg de impurezas presentes &#8230;e poucos compostos produzirão efeitos significativos; se forem ingeridos de cem a mil vezes esta quantidade. Até a mescalina que tem efeito psicodélico um tanto específico, requer aproximadamente mil vezes esta quantidade.&#8221;</em></div>
<div><em></em></div>
<div>A maioria dos livros no mercado que dão detalhes do processo do LSD, por exemplo, &#8216;Psychedelic Guide For The Preparation For The Eucharist &#8216;de Robert Brown, &#8216;Basic Drug Manufaturing&#8217; e &#8216;The Book Of The Acid&#8217; de Adam Gettlieb, assim como o livro de Michael Valentine Smith &#8211; falham em descrever a eficiência do método cromatográfico, como o ponto de fundição cromatográfico, necessário para a produção de LSD puro. Timothy Scully me disse que ele e Owsley acreditavam que o limite tolerável de impurezas era um décimo por ponto percentual (exigindo 99,9% de pureza) &#8211; longe da avaliação de 50% de Michael Valentine Smith! Antes que estudos cuidadosos sejam feitos, o cálculo real para a tolerância de impurezas continuará desconhecido. Como estas impurezas mudam o rumo ótimo de ação do LSD e as experiências que elas geram? Umas das teorias é que por ser o LSD como uma chave (sua última camada de elétrons tem uma forma específica) ele encaixa num número de pequenas fechaduras chamadas &#8220;sítios receptores&#8221;. Elas estão localizadas em algum lugar no cérebro &#8211; ninguém tem certeza aonde, mas uma teoria sugere que elas devem estar no tronco cerebral. É sabido porém, que estes receptores interagem somente com configurações moleculares extremamente específicas.Os vários compostos do ergot, cicloalcamidas do LSD e Lumi-LSD se ligam às mesmas placas receptoras que o LSD. Mas estes compostos, evidentemente, não o fazem da mesma maneira agradável e limpa como o LSD. Muitos destes compostos tem efeito similares aos sintomas do envenenamento pelo ergot &#8211; o Fogo de Santo Antônio da idade média. Estes sintomas incluem: articulações inflamadas, dor de cabeça, náusea e ondas de frio e calor.Os isômeros do LSD são outros contaminantes possíveis e de fato estão presentes nos relatórios reportados pelos grupos de análises de drogas. Há quatro isômeros possíveis do LSD, mas somente a estrutura da dietil amida do ácido d-lisérgico é ativa. As outras estruturas rotativas &#8211; dietil amida do ácido l-lisérgico, dietil amida do ácido d e l iso-lisérgico (ao contrário de divulgação recente), são inativos. Não tem nenhuma função farmacêutica, exceto possivelmente, como catalisador de algum efeito latente do LSD, ou bloqueador da ação do LSD nos sítios receptores.Se um lote contaminado de dietil amina for usado no processo de produção ou se o químico decidir faze-lo de propósito, os homólogos do LSD deverão estar presentes no cristal final. Moléculas similares ao LSD em estrutura, permitem o encaixe nos mesmos sítios de ligação do LSD.Alguns destes homólogos têm efeitos intensos que variam de acordo com a ação e com a potência. Por exemplo, o mais forte dos homólogos, o ADL-52, tem 91% da potência do LSD e tem sido considerado como tendo um efeito levemente diferente sobre a mente (há alguma controvérsia sobre isto).De qualquer modo ; como Albert Hofmann afirma no &#8216;Drugs Affecting The Central Nervous System&#8217;:&#8221;o LSD tem eficácia maior e mais específica e deve portanto ser considerado o protótipo genuíno dos compostos &#8216;psicotomiméticos&#8217;&#8221;.Assim, todas as impurezas encontradas no LSD são como chaves imperfeitas. Tais substâncias, como os alcalóides do ergot, cicloalcamidas e outros derivados do ácido lisérgico, e os homólogos do LSD e o lumi-LSD são drogas que devem abrir a porta parcialmente, mas somente o LSD puro abre totalmente as portas da percepção.Além das impurezas da fabricação, elas podem surgir a partir da decomposição do LSD. Dr. Albert Hofmann aponta em seu auto &#8216;The Chemistry of LSD&#8217;: &#8220;A base pura assim como o tártaro da dietilamida do ácido d-lisérgico e todos os derivados do ácido lisérgico, são muito sensíveis à luz e à agentes oxidantes. Todas preparações devem ser armazenadas cuidadosamente, protegidas da luz e do oxigênio do ar, para prevenir que sejam destruídas em pouco tempo.&#8221; Mesmo se, por alguma chance, fosse feito um lote underground puro, ele se perderia com o tempo, especialmente se colocados nas embalagem convencionais (blotter ou windowpane) que não protegem da luz ou do ar. O LSD farmacêutico é armazenado a vácuo em frascos, em gás de nitrogênio. Uma forma viável de LSD puro clandestino, deveria chegar ao consumidor num tablete revestido com uma substância protetora inerte, ou em frasco a vácuo, mas esta embalagem é cara, e certamente não reconciliável com o comércio lucrativo.</div>
<div>Por que é assim, que a maioria do LSD underground nos Estados Unidos é feita erroneamente? Há várias outras explicações possíveis. Um químico, por exemplo, me disse que isto era &#8220;porque todos os profissionais estão fora do campo de ação.&#8221; Isto que dizer que a maioria dos químicos underground, seja por altruísmo ou ganância, são incompetentes para produzir uma a substância em um nível farmacêutico.Além disso, eles muitas vezes carecem de dinheiro para comprar o equipamento complicado para produzir com qualidade ou para testar adequadamente seu produto final.Paranóia também pode levar à produção imperfeita. Um químico muitas vezes não tem tempo para passar por todos os graus do processo, ou usarão atalhos para limitar uma possível exposição e serem pegos.Ajudaria, se os grupos de análises de &#8217;street-drugs&#8217; aperfeiçoassem seus métodos. Muitos destes grupos não têm amostras das impurezas que podem estar em &#8217;street-drugs&#8217;, e são consequentemente incapazes de identificá-las. Além disto suas técnicas de testes não são exatamente adequadas na tarefa de determinar a natureza das amostras. A maioria confia numa cromatografia superficial, que pode mostrar somente a presença do LSD, mas não todas as impurezas ali presentes.</div>
<div>Em uma carta pessoal, Dr. Alexander T. Shulgin, professor de toxicologia da universidade de Berkeley, Califórnia, comentou, &#8220;na análise habitual do LSD (como a feita na PharmChem Foundation), faz-se a cromatografia de um extrato da droga sob suspeita, observa-se o resultado da separação sob luz UV e então borrifa-se a placa com algum foto-reagente como o dimetilaminobenzaldeído (PDAB). Se houver impurezas que fluorescem (como o ácido lisérgico ou o iso-lisérgico) e que se deslocam na separação cromatográfica, estes serão vistos. Se as impurezas apresentarem o átomo indol-2-hidrogênio intacto, ocorrem cores entre o azul e o roxo.Ambos os testes, exigem é claro, que haja quantidades suficientes para serem vistas. Mas se a impureza não fluoresce (como acontece com o Lumi-LSD e as foto-substâncias adicionadas) ou não reagir com o PADB (como aconteceria com duas impurezas substitutas, como 2-oxo-ergots), então as impurezas permaneceriam invisíveis. É completamente possível que uma amostra de LSD poderia estar contaminada grosseiramente com impurezas e, se não acusassem em nenhum destes testes, é provável que sua presença nunca tenha sido suspeitada.</div>
<div>De novo, seria de muita ajuda, se os grupos de análises começassem a procurar por impurezas dos sub-produtos e estabelecer critérios para a pureza química do psicodélico. Eles têm que parar de rotular suas amostras impuras como &#8216;LSD&#8217;, um hábito que sugere pureza e deste modo, cria bastante confusão na opinião pública e entre os escritores. Em vez disso eles devem distinguir claramente entre &#8217;street-acid&#8217; e o LSD puro farmacêutico. E se não têm recursos para possuir os equipamentos necessários (espectômetro de massa e microscópio eletrônico), então deveriam deixar o público saber sobre suas capacidades reais. No que diz respeito ao assunto, nenhum dos kits de testes vendidos comercialmente é capaz de determinar pureza.</div>
<div>Muitos dos usuários que tomaram ácido no início e o abandonaram mais tarde, tentaram outros métodos de expansão da consciência uma vez que o LSD a disposição se tornara impuro. Eles pensaram que o LSD não funcionava mais, ou culparam suas cabeças, não percebendo que isto era devido à mudança na natureza da substância vigente. Assim o aumento no número de impurezas levou as pessoas a sufocarem as experiências místicas que tiveram, e se recolheram numa confortável conformidade &#8216;cool&#8217;. Ou se voltaram para os gurus do Oriente e os Movimentos de Jesus.</div>
<div>Eu suponho que as impurezas causem às pessoas um &#8220;body-trip&#8221; (euforia) em vez da pura &#8220;mind-trip&#8221; do LSD (êxtase). As pessoas se voltam para outras drogas que causam euforia (maconha é uma delas), porque o &#8217;street-acid&#8217; caiu nos domínios da transação desonesta e perdeu as qualidades espirituais do LSD. Só pelo fato do LSD não funcionar como antes, levou as pessoas a tentarem escapar da realidade &#8216;toda-tão-estática&#8217; via cocaína, maconha, tranquilizantes, álcool e heroína.</div>
<div>Como as experiências mudaram, a ênfase entre os fabricantes e distribuidores de LSD mudou. No começo, a motivação principal era espiritual. Muito LSD foi dado de graça, e a venda era um passatempo amador. Como o LSD se tornou mais um na longa lista de drogas para o corpo, a cobiça poluiu a corrente espiritual.</div>
<div>A responsabilidade real por toda esta mentira recai, não sobre o undergound, nem sobre o público, vitimas da lavagem cerebral com cerveja e televisão, mas sobre o governo. Hoje, uma pequena elite de cientistas, sancionados pelo governo, controlam o LSD nos Estados Unidos. Apesar do bem que suas pesquisas limitadas fazem, a visão estreita e o uso exclusivo desta droga parece triste, comparado com o grande bem que estes psicodélicos proporcionariam se fossem mais amplamente usados. Muitas sugestões para seu uso racional incluem fazer do LSD uma droga usada sobre prescrição, criando centros de LSD ou fazendo do LSD um medicamento licenciado.</div>
<div>O movimento psicodélico, que tem sido eclipsado por dez anos, continuará dormente até as pessoas puderem obter LSD de pureza e concentração conhecida. Até lá se você é um &#8220;acidhead&#8221;, há a possibilidade de você nunca ter tomado LSD.</div>
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		<title>LSD e Terapia</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 22:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claviceps</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[O LSD vem sofrendo um enorme preconceito pelo sociedade que age de forma hipócrita e caracteriza essa poderosa substância como uma droga destrutiva. Qualquer pessoa que tenha um pouco de informação sabe que o LSD não é nada do que a maioria diz por ai, quem ja teve experiências com o proprio sabe do poder [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clavicepspurpurea.wordpress.com&blog=3908473&post=1&subd=clavicepspurpurea&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O LSD vem sofrendo um enorme preconceito pelo sociedade que age de forma hipócrita e caracteriza essa poderosa substância como uma droga destrutiva. Qualquer pessoa que tenha um pouco de informação sabe que o LSD não é nada do que a maioria diz por ai, quem ja teve experiências com o proprio sabe do poder que ele nos proporciona, mas infelizmente os grandes controlam tudo que querem hoje, principalmente aqui no Brasil.</p>
<p>Logo abaixo vou postar uma matéria do portal suiço de informações ( www.swissinfo.ch ), onde eles relatam sobre os estudos atuais do LSD relacionado a terapia, a matéria é do dia 27 de dezembro de 2007, para quem tem mais interesse no assunto no final da matéria existem alguns links direcionando para sites relacionados.</p>
<p><strong>LSD pode voltar como uso terapêutico</strong></p>
<p><img src="http://www.swissinfo.ch/xobix_media/images/sri/2007/sriimg20071220_8555032_4.jpg" alt="O LSD é o mais potente alucinógeno conhecido." width="277" height="210" /></p>
<p><strong><em>A droga psicodélica de décadas atrás está prestes a voltar a ser usada na<br />
Suíça como medicamento.</em></strong></p>
<p><em>As autoridades médicas suíças autorizaram um estudo de psicoterapia com uso<br />
de LSD em pacientes com câncer em fase terminal ou outras doenças<br />
incuráveis.<br />
Pela primeira vez em trinta e cinco anos, o governo suíço autoriza um novo<br />
estudo clínico sobre efeitos terapêuticos do LSD em seres humanos.<br />
O ácido lisérgico dietilamida, mais conhecido como LSD e famoso por suas<br />
características alucinógenas, já foi considerado no passado como um<br />
tratamento válido contra vários problemas psiquiátricos.<br />
&#8220;Estou convencido que ele pode ter um grande valor em psicoterapia&#8221;, afirma<br />
Peter Gasser, terapeuta suíço que dirigirá o estudo agora autorizado.<br />
&#8220;É preciso imaginar pessoas terrorizadas frente à morte &#8230; que têm um<br />
verdadeiro pânico de morrer, explica Gasser a swissinfo. Essas pessoas relembram toda a vida para encontrar um sentido<br />
espiritual. O LSD é conhecido por favorecer esse processo.&#8221;</em><em> Esse estudo de três meses deve começar em janeiro. Doze pacientes receberão uma dose ativa de 200 microgramas de LSD ou um placebo.</em></p>
<p><em></em><br />
<strong>Sonho acordo intenso</strong></p>
<p><strong></strong><br />
<em>&#8220;Os pacientes serão observados durante dois dias. É como um intenso sonho acordado enquanto eles podem ficar<br />
tranqüilamente deitados e ouvir música. O efeito do LSD dura em torno de oito horas&#8221;.<br />
O estudo é patrocinado pela Associação Multidisplinar de Estudos Psicodélicos (MAPS) e custará 190 mil francos suíços.<br />
&#8220;Tenho certeza que um dia o LSD se tornará um produto como a morfina e que os profissionais especialmente formados<br />
poderão administrá-la aos pacientes&#8221;, afirma Gasser.<br />
A substância foi escolhida porque provoca estados mentais em que os sentidos, as percepções e humores são modificados<br />
de maneira intensa.<br />
Mas certos críticos ponderam que ele também pode provocar &#8220;más viagens&#8221;, com ataques de pânico e de paranóia.</em></p>
<p><em></em><br />
<strong>Geralmente seguro</strong></p>
<p><strong></strong><br />
<em>O LSD é uma das drogas mais estudadas no mundo. Estudos precedentes revelaram que ela é geralmente segura em uso<br />
terapêutico. Antes de ser declarada ilegal, em 1966, muitos terapeutas a qualificaram de produto milagroso para a<br />
psicoterapia.<br />
Como os terapeutas não podiam mais utilizá-la, ela acabou sendo esquecida.<br />
Peter Gasser destaca que foi &#8220;muito difícil&#8221; obter o aval da comissão de ética do cantão de Argóvia (onde a experiência será<br />
realizada) e de Swissmedic, o Instituto de Produtos Terapêuticos da Secretaria Federal de Saúde Pública. A autorização foi<br />
dada dia 5 de dezembro.<br />
Elisabeth Grimm-Bättig, presidentee da comissão de ética do cantão de Argóvia, declarou que o principal ponto de<br />
interrogação era a situação particular dos pacientes.<br />
&#8220;Eles sabem que não dispõem de muito tempo de vida&#8230; Uma outra questão era a maneira como esses pacientes seriam<br />
informados &#8230; e também sobre os riscos de uma má experiência. Queremos que eles compreendam o que ocorre e não se<br />
sintam pressionados.&#8221;</em></p>
<p><em></em><br />
<strong>Clima mais liberal</strong></p>
<p><strong></strong><br />
<em>Apesas das dificuldades no processo de autorização, Peter Gasser reconhece que foi ajudado pelo clima &#8220;mais liberal&#8221; na<br />
Suíça e por uma comissão de ética &#8220;sem preconceitos&#8221;.<br />
Durante os últimos 20 ou 30 anos, isso teria sido impossível, teria sido impossível obter a autorização para um estudo<br />
porque o ambiente era muito negativo porque a droga fora usada pelo movimento hippie e tecno com objetivo recreativo&#8221;,<br />
explica a swissinfo.<br />
&#8220;No ano passado, escrevi uma carta ao ministro do Interior, Pascal Couchepin (do qual depende a Secretaria Federal de<br />
Saúde Pública). Ele me respondeu que, se todas as condições éticas e científicas forem preenchidas, uma autorização seria<br />
concedida.&#8221;<br />
Albert Hofmann, o cientista suíço que, por acaso, descobriu o LSD em 1938, quando trabalhava para os laboratórios<br />
Sandoz, declarou é televisão suíça SFDRS que ficaria feliz de poder comemorar a reabilitação de seu &#8220;filho problemático&#8221;.<br />
&#8220;Meu maior desejo se realiza. Eu não pensava ver ainda vivo o dia em que o LSD encontrará seu lugar na medicina&#8221;,</em></p>
<p><em>acrescentou.<br />
Albert Hofmann, que continua tendo uma excelente saúde, vai completar 102 anos em janeiro.<br />
swissinfo, Simon Bradley</em></p>
<p><em></em><br />
<strong>LSD</strong></p>
<p><strong></strong><br />
<em>O ácido lisérgico dietilamida foi descoberto em 1938 pelo suíço Albert Hofmann, que trabalhava para a Sandoz<br />
(posteriormente associada à Ciba-Geygy, formando a Novartis).<br />
Sandon produziu e vendeu os primeiros comprimidos em 1947 para tratar certas psicoses e desentoxicar pessoas<br />
alcóolicas.<br />
Nos anos 60, o LSD tornou-se um produto de divertimento e de busca de misticismo, ligado ao movimento hippie, até a<br />
interdição em 1966.<br />
Com efeitos que duram entre oito e dez horas, é o alucinógeno mais poderoso conhecido até hoje, que intensifica e deforma<br />
os sentidos, percepções e humores. Ele não provoca dependência física mas pode levar as pessoas a cometer abusos.</em></p>
<p><strong>SITES RELATIVOS</strong><br />
- Associação multidisciplinar de estudos psicodélicos (MAPS, inglês) (http://www.maps.org/)<br />
- Simpósio internacional sobre o LSD (inglês) (http://www.lsd.info/E_start.html)<br />
- Albert Hofmann e o LSD (inglês) (http://www.flashback.se/archive/my_problem_child/)<br />
- Secretaria Federal de Saúde Pública (http://www.bag.admin.ch/index.html?lang=fr)<br />
- Swissmedic (http://www.swissmedic.ch/?lang=3&amp;lang_old=2&amp;lang_old=3)</p>
<p><strong>URL original do artigo</strong>: http://www.swissinfo.ch/por/swissinfo.html?siteSect=105&amp;sid=8564488</p>
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